Seguidores do Victor Hugo

Páginas

Total de visualizações de página

quinta-feira, 25 de julho de 2013


A NEVE

 

                            Rememorando os idos do final dos anos 1970 e início dos 1980 lembro sim da neve, intensa, imensa e muito presente. Boneco de neve era comum. Suspensão de aulas igualmente. Agora, em nossos novos tempos, até mesmo a neve estava com vergonha de chegar. Até ensaiou um retorno, porém sua aparição foi efêmera, noturna e com muito poucos espectadores. Nem a neve, na mansidão que surgiu, pode ser considerada uma bela volta ao que já foi.

 

O PAPA

 

                            Que o Papa é argentino todos sabemos. Que com sua escolha foram preteridos candidatos brasileiros, igualmente. Agora, que o Papa é tão louco eu não imaginava. Ele não quer nem saber, ingressa como um zagueiro portenho e vai rompendo paradigmas e levando consigo os protocolos.

 

                            Olha até eu que não dou a mínima para toda a liturgia ou concordo com a maioria dos métodos católicos, o que não anula meu respeito pela instituição, parei para ver o Galo chegar.

 

                            Pena que abriu mão também do sapato vermelho.

 

JOAQUIM

 

                            A última daquele que comprou um apartamento à vista em Miami é que, ao cumprimentar o Papa, não estendeu à mão a Presidente da República.

 

                            Como sempre dito, esperar o quê de quem não respeita ninguém?

 

                            E ainda têm muitos gênios junto com os fomentadores do apocalipse que um dia sugeriram tal personagem para ser o mandatário do país.

 

                            Nada há declarar.

 

NO FIM

 

                            O Colorado dá sinais de que poderá chegar a algum lugar.

 

                                                         

 

COLAPSO SOCIAL

 

                            Após todos os movimentos, manifestações, marchas, ocupações, depredações, avanços, recuos, votações açodadas, o grande impacto social sentido foi o fechamento do bar e restaurante Oro, também conhecido por Nova Bréscia, no centro da cidade de Lagoa Vermelha.

 

                            A população está sim impactada. Encontra-se fechado o local das grandes discussões, que vai da temperatura e qualidade do café lá servido até a física quântica, a quintessência, a espionagem, ou mesmo sobre os problemas que assolam e angustiam o ser humano.

 

                            Vejo pessoas circulando defronte ao estabelecimento, também junto a praça, desconfortadas, sabedoras de que vivem um momento ímpar, especial, sobre o qual deverá gerar muitos comentários e desdobramentos.

 

                            Algo precisa ser feito. É necessário que o bar/restaurante seja aberto imediatamente. Não há como prever as consequências do fechamento por muito mais tempo, os frequentadores estão em seu limite.

 

                            O fato, digo com segurança, é muito grave, só faltando agora fechar o Bar Viali ou a Igreja Matriz. Bom, isso acontecendo teremos problemas.

 

                            Abra, Oro!

 

JOGADORES

 

                            Jantando com o Divino e o Véinho, também conhecidos como Mauro e Osmar Schmidt, relembraram uma das escalações do Grande Estudantil, de 1962: Antoninho Rech, Fernandes Nicolodi, Chilo, Décio Pedroti e Erotildes; Mauro Schmidt, Walter Muliterno e Ticão; Jair, Vicente Vech e Milton. Técnico Adonis Vassali, menager Beto Berthier, massagista “seu” Rubens e concentração na propriedade de Romi Melo.

 

                            Todos disseram que se tratava de uma extraordinária equipe de futebol, condição de expressa ressonância e não é surpresa para quem conheceu.

 

                            Bons tempos!

 

NO FIM

 

                            Os maiores míopes que conheci e conheço nunca tiveram “problema de visão”.

MEDO

 

                            Em diversas mesas de debates, litúrgicas ou nem tanto, sempre sustentei, como igualmente o fiz aqui, por inúmeras vezes, que o sentimento que baliza o ser humano, em detrimento de todos os demais, é o medo.

 

                            O Brasil está com medo!

 

                            O momento, chamado de histórico e até pode ser que seja mesmo, é embalado por protestos legítimos, indubitavelmente, os quais são contaminados de forma sistemática pela ação de criminosos. O movimento segue legítimo, porém ferido.

 

                            No congresso a hipocrisia preponderou na rejeição da PEC 37. A presidente, mal assessorada, propõe uma constituinte específica, o que é um descalabro, ou talvez não, pois, por aqui, tudo é possível.

 

                            A “voz das ruas” hoje dá às cartas.

 

SENTIMENTO

 

                            Não gosto de algumas coisas, por exemplo: mondongo, de quem fura fila, de quem maltrata animais, de discursos sem rumo, de vaidades, etc. Mas há muitas coisas que gosto, algumas muito, por exemplo: torcer contra o time azul do estado, torcer a favor do glorioso e inigualável Internacional, bolo de cenoura, vinho, livros e fogo na lareira.

 

                            A soma disso tudo traduz parte de nossa história e de nossa forma de enxergar a vida. Sim, a vida, que se propaga sob os ventos da experiência e no descompasso narrado pelo que vemos, somos e ao fim perseguimos.

 

                            Talvez seja assim.

 

NO FIM

 

                            Será que vai dar fruto?

 

 

 

 

 

MADNESS

 

                            Qual (is) o (s) limite (s) entre a loucura e a razão?

 

                            Bebo na fonte sempre atual de Machado de Assis, particularmente em O Alienista, buscando gravitar sobre os labirintos de uma temática sempre atual.

 

                            Lembrei-me de tudo quando assistia segunda-feira à noite, sobre os efeitos de uma madrugada quase inglesa, o clássico de Alan Parker O Expresso da Meia Noite ou Midnight Express.

 

                                   O filme, desde o seu lançamento em 1978, seguiu a fase mais aguda e produtiva de Parker - logo seguida por Pink Floyd The Wall-, e traduziu um marco, um divisor pragmático sobre acontecimentos até então pouco divulgados ao grande público, especialmente ao público “cavalo de leiteiro” que ainda tomava banho sob o sol da ditadura.

 

                            A loucura, vista a revisada pelo viés do “certo” e do “errado”, levada todos ao isolamento, tudo retratado por Machado de Assis ao Alan Parker. Tudo sempre e muito atual.

 

                            O problema se concentra quando não sem tem a certeza sobre quem é efetivamente louco ou age em razoabilidade (louco que disfarça), sendo esta a única tradução para o racional, ao menos aceita.

 

                            No conto de Machado de Assis, a questão ultrapassou os métodos então utilizados, especialmente o do isolamento e por consequência o afastamento do convívio social, e chegou a questão da sanidade do próprio médico, o que gerou inevitavelmente uma reviravolta sobre o que tudo estava sendo feito.

 

                            O resultado é controvertido, mas deixa a clara sensação de que, dentro ou fora, talvez ou insanos não sejam exatamente “os outros”.

 

NO FIM

 

                            Na linha do texto, o meu time para a Copa das Confederações será o Haiti, com muito orgulho!               

 

 

 

 

 

 

 

TENTATIVAS

 

                            Qual é o fim de tudo?  A felicidade? O bem comum? A paz social? A PEC 37? A “cura gay”? Jogar pra torcida? Ser bom ou mau? A Verdade? Qual é definitivamente o fim de tudo?

 

                            Escrevi, não faz muito, uma coluna com o título “Liberdade, mas com camisinha”, onde fiz algumas observações sobre a falta de motivo e estímulo para que a juventude, especialmente, voltasse à luta; que hoje ela, a juventude, recebia o leite misturado com o chocolate; que não havia razão para fazer mais nada.

 

                            O palito de fósforo que marcou uma variante neste gráfico foi à luta dos estudantes de Porto Alegre pela redução do valor da passagem de ônibus. O resto, bom o resto todo mundo conhece.

 

                            Mudei um pouco o foco da preocupação: os oportunistas de plantão estão a cada dia com as unhas mais compridas. Aparecem como salvadores e protagonistas de algo que até então permaneciam inertes e omissos.

 

                            Por isso, notadamente em razão disso, tenhamos muito cuidado com os “salvadores da pátria”, aqueles que se aproveitam da onda para surfar sem desequilíbrio.

 

ALEGRIA

 

                            O povo esteve alegre com a conquista da seleção brasileira. Porém, o mais importante de tudo, foi que o mesmo não esmoreceu, não se viu contaminado pela efêmera alegria, como ocorrido outrora, enquanto a equipe conquistava a copa do mundo, os porões da ditadura recebiam cada vez mais “clientes”.

 

                            Os tempos são outros, devemos reconhecer também este aspecto.

 

 

A MUDANÇA

 

                            Quando a câmara dos deputados voltou, quase unanimemente, pela rejeição da PEC 37, pela forma e circunstâncias, sem que ao menos grande parte das pessoas soubessem do que se tratava, onde se inclui os próprio parlamentares, feriu a cidadania. Quanto você se der conta do que definitivamente representa esta decisão, espero que não seja tarde demais.

 

NO FIM

 

                            A dinâmica poderá determinar a queda.