Sete de setembro
quase sempre foi chuvoso, ventoso e até frio. A preparação para o desfile que
acontecia à época trazia grande expectativa e ansiedade. Todos iríamos nos
apresentar para o público. As praças e avenida principal estavam sempre
lotadas. Amigos, parentes, conhecidos, desconhecidos. Era sempre uma grande
festa.
Marchar era
obrigatório. Não havia negociação, como, aliás, tudo o que envolvia àquele
período. Nós, estudantes, gostávamos muito do evento. Não cabia às crianças,
por obviedade, a discussão e análise sob a natureza de tudo aquilo. A nós
simplesmente o evento traduzia uma confraternização e uma forma de, naqueles
cinzentos dias, estarmos artistas.
BRIGA E FRONHAS
Um fato que chama
atenção é o conflito de beleza. Lembro dos personagens de um programa
humorístico, quando ainda havia programa humorístico decente, que qualquer
conflito era resolvido numa “briga com travesseiros” onde voavam penas para
todos os lados.
Entre “mortos e
feridos” sobrava sempre para o travesseiro e a fronha. Que tempos!
COHIBA
Passei a me
interessar mais sobre um puro,
especialmente os cubanos.
Especificamente nem
tanto pela sua genuína utilização, mas, sobretudo, pela liturgia eu envolve
este prazer deveras cultuado e apreciado.
Expressões
como: long filler e short filler, passaram a conviver comigo mais
assiduamente. Falaremos mais sobre isso.
NO FIM
Como estamos todos
sempre marchando, continuamos neste dia simbólico no mesmo ritmo.
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