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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

TODOS OS NOMES




 

 

                                      Com a licença de Saramago retiro de sua obra o nome desta coluna, por entender a sintonia exata do que será enfrentado.

 

                                      Começo pelo Nelson Rodrigues, quando afirmava aos quatro ventos que se as pessoas se conhecessem na intimidade ninguém se cumprimentaria.

 

                                      Dessa afirmativa, sugiro a reflexão sobre outro ensinamento clássico, que lembrei exatamente no momento que parei para escrever este texto: somente nos apaixonamos pelo que desconhecemos; ninguém se apaixona pelo que conhece. Na medida em que vamos desbravando e somos levados a conhecer alguém, para alguém ou para algo, naturalmente a paixão deixará de existir.

 

                                      Evidentemente que as afirmações mantém uma relação de sintonia clara, por isso, nada sutil. E não quero ou espero que de tudo ocorra concordância, até porque acontecido isso, de nada valerá o esforço compartilhado.

 

                                      Falar de emoções, e aqui incluo a paixão, é um campo vasto. Todavia, é um campo delicado e por vezes perigoso. O sentimento que emana da paixão pode levar – ou sempre leva – a consequências especiais e mesmo trágicas.

 

                                      O ser humano é ordinariamente apaixonado. Gosta disso, daquilo, não aprecia aquele ou o outro. Mas, geralmente, a definição de seu sentimento está permeada em premissas nem sempre seguras.

 

                                      Quando se diz: adoro isso! Talvez seja porque não conhece; quando se diz: não gosto daquilo! Poderá ser que nunca tenha experimentado. As relações, as ligações e as constatações são fantásticas. Certa ou erradas. Porém, com certeza, fantásticas.


                                      E qual o nome que poderá ser alçado a este raciocínio: todos os nomes!

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