Com a
licença de Saramago retiro de sua obra o nome desta coluna, por entender a
sintonia exata do que será enfrentado.
Começo
pelo Nelson Rodrigues, quando afirmava aos quatro ventos que se as pessoas se
conhecessem na intimidade ninguém se cumprimentaria.
Dessa
afirmativa, sugiro a reflexão sobre outro ensinamento clássico, que lembrei
exatamente no momento que parei para escrever este texto: somente nos
apaixonamos pelo que desconhecemos; ninguém se apaixona pelo que conhece. Na
medida em que vamos desbravando e somos levados a conhecer alguém, para alguém
ou para algo, naturalmente a paixão deixará de existir.
Evidentemente
que as afirmações mantém uma relação de sintonia clara, por isso, nada sutil. E
não quero ou espero que de tudo ocorra concordância, até porque acontecido
isso, de nada valerá o esforço compartilhado.
Falar de
emoções, e aqui incluo a paixão, é um campo vasto. Todavia, é um campo delicado
e por vezes perigoso. O sentimento que emana da paixão pode levar – ou sempre
leva – a consequências especiais e mesmo trágicas.
O ser
humano é ordinariamente apaixonado. Gosta disso, daquilo, não aprecia aquele ou
o outro. Mas, geralmente, a definição de seu sentimento está permeada em
premissas nem sempre seguras.
Quando se
diz: adoro isso! Talvez seja porque não conhece; quando se diz: não gosto
daquilo! Poderá ser que nunca tenha experimentado. As relações, as ligações e
as constatações são fantásticas. Certa ou erradas. Porém, com certeza,
fantásticas.
E qual o
nome que poderá ser alçado a este raciocínio: todos os nomes!
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