O bobo da corte era
o nome do “empregado” da monarquia encarregado de entreter o rei e a rainha,
com o fito de fazê-los rirem.
O bobo da corte, por
sua condição de “bobo”, também poderia ser a única pessoa autorizada,
oficialmente autorizada, a tecer críticas à monarquia, ao rei ou a rainha, sem
que tal fato fosse visto com desaforo ou insubordinação.
Enfim, o bobo da
corte talvez fosse à pessoa mais idiota e ao mesmo tempo mais importante
naqueles tempos e naquela monarquia.
Pois
bem, qual o tamanho do poder do bobo da corte?
A
linha transversa de ação, notadamente com necessária inteligência, atrevimento
e sagacidade, eleva-o a condição de figura essencial para o equilíbrio entre o
povo, a vontade do povo, os monarcas, e as necessidades dos monarcas em
ultrapassar os limites do silêncio imposto.
Muitas pessoas,
diria uma parcela importante da população, necessitam mostrar as nuances de sua
face. Contudo, tal mostra não pode ser muito clara, digo clara no sentido de
sequer referendar a concordância. A exposição deve ser velada e ao mesmo tempo
incisiva, porque o sentido e o objetivo é a própria mistura disso tudo.
A partir de então,
surge o bobo da corte. Ele é exatamente o elo que toca a necessidade de uns, o
caminho definido e a consequente abertura das cortinas.
Nesta esteira, vejo
monarcas e bobos da corte por todos os lados. Alguns estão na engrenagem sem
mesmo saber. Outros, a maioria, que fixaram seus papéis e os exploram de
maneira muito eficaz.
Quantos personagens
nos rodeiam e estão em cada uma dessas condições? Cuidados aos “aparecidos”.
NO
FIM
Apesar de todas as
mudanças, de toda a modernidade, do ipad, ipod, ifone, ainda bem que a
sexta-feira santa ainda continua caindo numa sexta-feira.
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