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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

ESPÍRITO LIVRE, BOLDO E AFINS




 

 

                            Excentricidade é uma das formas de manifestação do “ser” como garantia de personalidade e também de autoconhecimento. Ser excêntrico é ser particularmente individual. O diferente é livre. O igual é vinculado.

 

                            O espírito livre é o que contraria a tradição. É aquele que não reconhece o predomínio do entendimento baseado no costume surgido pelo hábito. Espírito livre, enfim, é característica até da excentricidade.

 

                            Já o espírito cativo não exige razão, exige fé. E na origem desta mesma fé está a falta de razão, que ao fim é exatamente a carência do espírito livre. A fé não exige razão, mas tão somente renovar a tradição que vagueia pelos campos fora desta.

 

                            Quem conhece um pouco, mesmo um pouquinho de Nietzsche sabe exatamente o que tento dizer. Não precisa concordar por concordar, até porque se isso acontecer a tradução é exatamente o caminho que o cativo percorre. O contrário, de outra sorte, igualmente não suporta o raciocínio senão baseado na razão. A escolha é de cada um.

 

                            Sugiro, como sempre e regularmente, o chá de boldo, que inobstante sua comprovada força contra a desordem digestiva (se é que me entendem), é importante companheiro para os mais variados conflitos existenciais. Caso não seja alcançado o objetivo propriamente visado, ao menos a liberdade e a sustentável leveza será confirmada.

 

                            A mudança somente aparece com a resistência. O que hoje assusta amanhã poderá ser reivindicado. Para isso, senhores e senhoras, esperar na janela, como fazem os cativos, é aguardar simplesmente a banda passar, sendo todos os dias os mesmos dias.

 

                            As teses, os fundamentos ou as opiniões podem até não ser as mais corretas ou as mais aceitáveis. Contudo, quanto vale a libertação do tradicional? A vitória ou a derrota faz parte do jogo, o que não deve faltar é a razão, pois embasar os atos e justificar tudo pela fé, dê-me licença, é um dos manifestos da pobreza de espírito e por assim dizer da falta de recursos.

 

NO FIM

 

                            O “afins” do título é exatamente para saber quem está “a fim” de concordar com tudo isso.

 

 

 

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