Estive
por quatro dias no Portal do Avalon. Não se trata, digo logo, do local onde a
espada do Rei Arthur foi forjada ou onde o mesmo curou de seus graves
ferimentos de guerra. Trata-se sim, ao final, de um outro local (pousada rural
ou eco pousada) onde a proposta principal é enxergar a si mesmo. É um espaço
para o reencontro, de autoanálise, para o início ou para o fim.
Porém,
como acontece em todas as formas, ele somente assim se apresentará se o hospede
quiser. Tudo sugere e tudo indica. Mas, a decisão sobre o que tudo gravita fica
ao critério objetivo de cada um. Ao contrário, poderá ser utilizada quase como
uma pousada qualquer, especial, exótica, mas com cozinha internacional e
almofadas para sentar; com redes e vinhos; com andar descalço e cartão de
crédito; com plástico e não vidros, e ainda com vista privilegiadíssima para
lagos do binômio dinheiro/poder. Enfim, pode ser o caminho que o freguês
escolher.
Foi por
isso, também, que há uma percepção silenciosa, contudo lógica, de muitos que lá
estão sem estarem efetivamente lá.
Falarei
mais sobre tudo isso.
VIDA
Exatamente
ao contrário do ambiente pacífico e harmônico buscado no local acima descrito,
recebo a notícia que uma discussão banal (pelas informações da mídia) ceifou
vida de um jovem surfista catarinense.
A
pergunta é por qual motivo isso acontece? Por que a vida se torna tão banal
entre humanos?
Não há
respostas.
NO FIM
Ainda
tendo entender.
Nenhum comentário:
Postar um comentário