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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

ESTRADA




 

 

                            Fiquei quase convencido sobre determinado acontecimento o qual me induziu a formular a seguinte frase: o tempo é o amortecedor de todos os males. Sei que não é original, mas o que é original após os clássicos? E isso me levou a conclusão que evidencia o que o cotidiano e as experiências ensinam, porém traduzido sob a forma de “contrabalancear o impacto”. Quero e percebo a necessidade de que a onda venha pausadamente, calmamente, e, caso isso não seja possível, que ao menos tudo seja absorvido em razão do implemento incondicional do tempo.

 

                            Tive a primeira experiência quando me vi dentro de uma fila com aproximadamente trezentas pessoas, com aquela sensação de que todos os meus compromissos iriam para o espaço. E a surpresa, que fui atendido exatamente no horário que foi marcado o atendimento. Isso é absurdamente fantástico. Foi imperialista, mas foi também extraordinário.

 

                            A segunda, quando um colega de viagem teve um surto porque a tripulação não tinha troco quando buscava adquirir uma água mineral (sim, o mercado doméstico oferece os amendoins ou a barra de cereal e vende tudo o resto).

 

                            A terceira e última, durante a palestra de Fredric Jameson, crítico literário norte-americano, dentro do Fronteiras do Pensamento 2011.

 

                            Disse que a melhor designação da estrutura do presente é a pós-modernidade e caracterizou esse tempo, nas mais diversas áreas da vida cultural e social. A característica básica do pós-moderno seria a substituição do tempo pelo espaço. O tempo é abolido e a realidade política e estética do espaço ultrapassou a ênfase modernista sobre o tempo.

 

                            Para o autor, o principal fenômeno espacial é a globalização. Pós-modernidade e globalização são a mesma coisa, a pós-modernidade é a face cultural da qual a globalização constitui a infraestrutura, a realidade econômica, e a isso da o nome de estética da singularidade.

 

                            Tudo é muito interessante e deveras importante, notadamente em razão do momento sempre borbulhante em que as situações se desdobram.

 

NO FIM

 

                            As prerrogativas profissionais do advogado, enquanto atingidas negativamente, caracteriza um atentado à dignidade da pessoa humana e compromete o estado de direito democrático.

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