O momento é de
profunda reflexão, mais algumas tantas, que sugere como já disse Agualusa na
obra As mulheres de meu pai, recorrer
ao som do silêncio.
O som do silêncio
pode ser ensurdecedor, pode ser um alerta, um conforto, uma definição, pode ser
tantas coisas. Porém, algo é fato: o som está em todos os lados e em muitas
formas.
Quem não teve medo,
sob qualquer prisma, do som do silêncio? Aquele som que se estabelece sem
existir e que aguarda os decibéis que podem a qualquer momento florescer. Caso
não floresçam, o som permanece no ar, indefinido e muito poderoso.
O som do silêncio
que precede algo muito ruim; que se manifesta após um evento sem que se escute
absolutamente nada; os dois segundos de êxtase que antecedem o aplauso; e,
voltando a Agualusa, o silêncio de Deus após uma catástrofe.
Os sons do silêncio
são tantos, talvez você conheça muitos outros. Nada é taxativo e não poderia
mesmo o ser.
O momento, como
dizia no início, traz o silêncio como paradigma. Algo deverá ser feito. Porém,
não somente isso, o “algo” deverá ser traduzido em ações diretas, pontuais e ao
mesmo tempo amplas, a fim de que, para todos os efeitos, as consequências não
se transformem num paliativo que simplesmente muda o problema de sala. O
silêncio responderá.
Que o universo
conspire e alguém nos ajude, pois ao contrário os prognósticos são
assustadores, absurdamente assustadores, na medida em que o nocaute foi
sincero, certeiro e irrefutável. Pior, a contagem está em nove e o dez se
aproxima na forma imperial.
Há claro, por que
sempre há um lampejo de que não venha acontecer aquilo que todos esperam. Isso,
verdadeiramente, é a tradução e o sentido da lógica ao inverso. Penso nisso,
ultimamente, com simpatia e expectativa.
NO
FIM
Vamos, após o
acontecido, empatar com quem?
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