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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

AQUELE ALEMÃO




 

 

                            Recebo e-mail do amigo, sempre atendo, Marcos, alertando pela falta de envio da coluna semanal. Imediatamente chegou ao teclado e passo a escrever. Tinha pensado em diversos assuntos, nada de muito importante, mas que passaria, sem sombra de dúvidas, pela discussão de que “todos somos Charlie” ou muito provavelmente, como no meu caso, “não sou Charlie”. Ainda, das recentes tragédias com o transporte coletivo, numa clara evidência de que o conjunto humano/veículo/estrada/velocidade/estresse, mais do que nunca restam ultrapassados; prisões, ainda que sem algemas, mas espetaculares, etc.

 

                            Mas de tudo isso, para o momento ficarei concentrado no alemão.

 

                            Antes de nada, para que o texto não seja interpretado erroneamente, diga-se, como racista, declaro que sou 25%, considerando meus avós, de origem germânica, condição que autoriza minha exposição, pois, ao final trato de algo que muito provavelmente tenha, mesmo que minimalistamente, a ver com alguma ação ou reação próxima.

 

                            Este tal alemão que indica a referência a todos que de uma forma ou outra, em alguma condição, têm a característica do esquecimento, está cada vez mais presente, sobretudo quando despretensiosamente estamos num período de recesso, ou seja, quase todos os dias podem ser, para os advogados, considerado uma espécie de domingo, porque a nossa vida, ou os prazos, não correm, e por isso nós podemos correr, ou ficar parado.

 

                            Talvez nestes dias, ou nestes momentos, ou nestes períodos, é que o alemão chega com mais propriedade, arrasando, ao final, traduzindo tudo aquilo que nós, outrora pensávamos que muito possivelmente não aconteceria.

 

                            Por isso, salve o alemão, pois ele talvez seja a sineta que nos indicará o que definitivamente virá.

 

NO FIM

 

                            Ele chegará!

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