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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

CONVERSAS AO VENTO



 
 
 
                            Caminho sob o manto do Pratto chileno, das cazuelas de carne ou de aves, das parrillas, do congrio frito, do mariscales, do cordeiro, entre tantos, que podem ser saboreados com um autentico cabernet sauvignon, sob a benção da religião católica, tudo junto, num evento continental. Que maravilha! Que êxtase visualizar o “carioca” com cara de professor pardal. Esperem, muito mais virá.
 
                            Falando em faces e fases, a mudança de quem acaba de ultrapassar quadro décadas já pode ser sentida, com propriedade, através dos fenômenos naturais do tempo. Cabelos brancos, artrose, gripes teimosas, recuperação lenta após evento etílico normal, enfim, absolutamente tudo passa ao estágio da ladeira.
 
                            Uma alternativa pode ser a criação de meios para obstaculizar a velocidade desse veículo. E como estamos em tempo de lombadas eletrônicas e pardais, o freio deverá ser necessariamente vinculado a uma sanção.

                            Mas não, de nada adianta qualquer procedimento se mantivermos nossa ideia deslocada do tempo em que ela se move. Não adianta o atraso ou a aceleração. A linha de conduta deve ser convencionalmente transgressora, pois, ao contrário, seremos tão somente protagonistas da banda que passa.

                            Muitas vezes os instrumentos são difíceis de ser tocados. Outras vezes a facilidade é um sintoma. O caminho é exatamente assim, queiramos ou não.

                            Em suma, não há regra. Existem ações, reações, pontualidade e conduta. E tudo é consequência.
 
 
NO FIM

                            Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
                           

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