O MEDÍOCRE
A
mediocridade humana não tem limites. Experimento prova disso cotidianamente. O
medíocre se manifesta, na maioria das vezes, achando que está “por cima”, que
está “agradando”, mal sabendo que não ultrapassa os limites da sua
insignificância. Talvez não, ele é sim significante, mas como medíocre e nada
mais!
O
medíocre é primo/irmão do imbecil e parente muito próximo do covarde. Aliás,
quando numa só pessoa são agregados todos esses “predicados”, aí sim fica
completo. Temos, de forma definitiva, o mais perfeito idiota.
O mais
interessante é que o medíocre geralmente é fantoche, ao contrário do que ele
mesmo pensa, sendo que, também por isso, é o que é, e nada mais.
O
parentesco com a imbecilidade o faz um ser humano no pior de seu exemplar. Ele
é exatamente tudo aquilo que é desprezível, descartável e sugere ao final o
retorno da sociedade à época das cavernas. Possivelmente não, pois os homens
das cavernas tinham a ruptura para evoluir como marco; na ultrapassagem de suas
limitações como foco. O medíocre, contrariamente, não passa de um
pseudoconhecedor de sua natureza, o que o torna verticalmente aquilo que é: um
vácuo, um nada.
Não são
necessárias teorias - apesar do excelente O Homem Medíocre de José Ingenieros, para os perigos e as
evidências do rebaixamento moral tão impregnado e tão recorrente.
A
espécie cada vez mais sem rumo e dissociada do espírito coletivo, do suprimento
de todos por todos, de uns pelos outros, porque o Idiota não navega somente em
águas rasas.
NO FIM
Quanto
eu estiver cantando não se aproxime.
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