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sexta-feira, 9 de agosto de 2013


UMA BUSCA

 

                            Renovando algumas questões que nunca descartam a inserção em “águas profundas”, após fervorosa discussão à mesa, cheguei a conclusão que Freud, muito provavelmente, não passa de uma fraude, com escusas ao trocadilho infame.

 

                            Não tenho certeza (ainda bem), porém caminho sob tal órbita, especialmente quando trago a matéria “ser feliz”, gravitando em Bauman a partir do Mal Estar da Civilização de Freud.

 

                            Dizia eu, com ressonância, que muitas vezes cheguei a conclusão sobre “odiar o ser humano”, não especificamente, por óbvio, um ser humano, mas o ser humano. Tal condição abriu caminho para um debate que chegou até o conceito de perdão como construção cristã. Daí tudo se desenvolveu.

 

                            Segundo Freud, há três razões básicas para definir que o homem nunca será feliz ou a felicidade é inalcançável: o medo da morte, a decadência corporal e a relação com ou outros serem humano.

 

                            Portanto, diz Freud, a felicidade é ao fim o afastamento do desprazer. Será?

 

                            Bauman, por zua vez, sobre o tema assim se manifesta: "Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade, você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] Cada vez que você tem mais segurança você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo".

 

                            Escuto, ordinariamente e com pesar, muitos sustentarem que a felicidade é fracionada em “momentos”, sugerindo que nossa vida é pautada pela absorção dos momentos e não como reflexo de um todo, de algo uno.

 

                            Chego a conclusão que é definitivamente impuro considerar quebra molas como balizador da essência humana.

 

                            Só isso.

                           

                           

NO FIM

 

                            Johnny Depp: Investiguei vinho e bebidas fortes a fundo, e com certeza eles me investigaram também, e descobrimos que nos damos muito bem, talvez até demais.  

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