UMA BUSCA
Renovando
algumas questões que nunca descartam a inserção em “águas profundas”, após
fervorosa discussão à mesa, cheguei a conclusão que Freud, muito provavelmente,
não passa de uma fraude, com escusas ao trocadilho infame.
Não
tenho certeza (ainda bem), porém caminho sob tal órbita, especialmente quando
trago a matéria “ser feliz”, gravitando em Bauman a partir do Mal Estar da Civilização de Freud.
Dizia
eu, com ressonância, que muitas vezes cheguei a conclusão sobre “odiar o ser
humano”, não especificamente, por óbvio, um ser humano, mas o ser humano. Tal
condição abriu caminho para um debate que chegou até o conceito de perdão como
construção cristã. Daí tudo se desenvolveu.
Segundo
Freud, há três razões básicas para definir que o homem nunca será feliz ou a
felicidade é inalcançável: o medo da morte, a decadência corporal e a relação
com ou outros serem humano.
Portanto,
diz Freud, a felicidade é ao fim o afastamento do desprazer. Será?
Bauman,
por zua vez, sobre o tema assim se manifesta: "Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente
indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade, você não consegue
ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade
é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos
dois. [...] Cada vez que você tem mais segurança você entrega um pouco da sua
liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade você entrega parte da
segurança. Então, você ganha algo e você perde algo".
Escuto,
ordinariamente e com pesar, muitos sustentarem que a felicidade é fracionada em
“momentos”, sugerindo que nossa vida é pautada pela absorção dos momentos e não
como reflexo de um todo, de algo uno.
Chego a
conclusão que é definitivamente impuro considerar quebra molas como balizador
da essência humana.
Só isso.
NO FIM
Johnny
Depp: Investiguei vinho e bebidas fortes a fundo, e com certeza eles me
investigaram também, e descobrimos que nos damos muito bem, talvez até demais.
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