LÓGICA
Escrevo
pensando no que o cotidiano regional e recente nos apresenta. O frio não é mais
novidade e para quem, como eu, pensava (e torcia) que ultrapassado junho estávamos
“salvos”, experimentamos um revés definitivo com julho e, sobretudo com agosto.
Nada de diferente, o que, contudo, nunca anulará a luta.
Seguindo
na mesma esteira, quando o termômetro teima em não ultrapassar a barreira dos 4
ou 5 graus durante o dia é porque a situação está brasina, talvez pecuária
como observou bem outro nativo. Igualmente, nada de diferente, todavia a luta
continua.
Ao sair
de casa pela manhã, após todo o processo para desgrudar-me da cama, o qual
passa por uma sessão de autoanálise, sobre a necessidade de mudança para o
nordeste, sobre a impossibilidade de raciocínio em temperaturas extremas, sobre
a procura no Google de capas para o nariz, sobre a forma pela qual as
extremidades devem ser protegidas enquanto deitados e também após o ritual de
passagem que culmina com o lavar do rosto, enfim entre tantas dúvidas que se
manifestam com gélida propriedade no espaço anual que ultrapassamos agora.
Alguém
disse: há certamente “coisas” muito piores. Certamente que sim, mas não será
uma visão conformista e de acomodação que trará a resposta ou o conforto para
enfrentar esta loucura.
Qual a
solução? Foi dito que o “negócio” é não pensar. É levantar imediatamente e
começar a movimentação no esquema retilíneo, uniforme ou simplesmente colocar
no automático.
Não
serve. Esta história de “não pensar” comigo não dá certo, pois é evidente que
ninguém pensa nessa hora, porque tudo está congelado, inclusive a sinapse.
Talvez
uma alternativa seja sim pensar que estamos a cada dia, mais próximos da
primavera e do verão, onde tudo muda.
Porém,
nasce outro problema: o calor que será, com certeza, novamente insuportável!
O ser
humano é terrível!
NO FIM
Será
possível a evolução sem efeito colateral?
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