Conheço quase nada
sobre elas. As lenhas. Em período de lareiras, retorno às análises para buscar
a excelência do fogo, especialmente daquelas que o guardam e a nossa função
fica resumida a empurrá-las na cronologia de seu desaparecimento.
De outro norte, esta
semana trouxe meu amigo Paulo (Paulico) para fazer uma avaliação sobre algumas
plantas, árvores e gramas que irei tratar de agora em diante. E para surpresa
de um leigo clássico na matéria, ele, dentro das ideias que surgiam, disse-me
que uma das plantas que deveríamos provavelmente retirar se chamava jasmim dos poetas, que é uma trepadeira
que exala um perfume incrível.
Que se tratava de um
jasmim até sabia. Mas que este é dos “poetas” foi realmente uma surpresa.
Sem ter a pretensão
de um mergulho profundo na matéria, de imediato pensei na origem e no sentido
do nome, que traz em seu âmago uma relação direta da natureza e da poesia.
Achei incrivelmente singular, especialmente quanto aos sentidos envolvidos. A
espécie não é só voltada ao paisagismo visual e aromático. Tem em seu nome a
poesia e dela, peço licença, para dizer isso.
Realmente aprendemos
a toda hora. A beleza e a simplicidade gravitam ao nosso redor. A madeira
queimada sob olhares atentos do personagem ao seu redor é a certeza da companhia
estando sozinho. O jasmim, que também é dos poetas, elencam a forma diversa de
chegar ao mesmo lugar: não estamos sozinhos.
Nunca tinha
realmente prestado atenção na poesia do jasmim. Hoje, passando pela planta, já
enxergo de outra forma. O quê será da poesia? Sinto o aroma sem a ver
florescida. Como tudo muda com o conhecer. Como o sentimento é nosso caminho.
NO FIM
Vou procurar mais
razões para isso.
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