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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

LENHAS E PLANTAS


                            Conheço quase nada sobre elas. As lenhas. Em período de lareiras, retorno às análises para buscar a excelência do fogo, especialmente daquelas que o guardam e a nossa função fica resumida a empurrá-las na cronologia de seu desaparecimento.
                            De outro norte, esta semana trouxe meu amigo Paulo (Paulico) para fazer uma avaliação sobre algumas plantas, árvores e gramas que irei tratar de agora em diante. E para surpresa de um leigo clássico na matéria, ele, dentro das ideias que surgiam, disse-me que uma das plantas que deveríamos provavelmente retirar se chamava jasmim dos poetas, que é uma trepadeira que exala um perfume incrível.
                            Que se tratava de um jasmim até sabia. Mas que este é dos “poetas” foi realmente uma surpresa.
                            Sem ter a pretensão de um mergulho profundo na matéria, de imediato pensei na origem e no sentido do nome, que traz em seu âmago uma relação direta da natureza e da poesia. Achei incrivelmente singular, especialmente quanto aos sentidos envolvidos. A espécie não é só voltada ao paisagismo visual e aromático. Tem em seu nome a poesia e dela, peço licença, para dizer isso.
                            Realmente aprendemos a toda hora. A beleza e a simplicidade gravitam ao nosso redor. A madeira queimada sob olhares atentos do personagem ao seu redor é a certeza da companhia estando sozinho. O jasmim, que também é dos poetas, elencam a forma diversa de chegar ao mesmo lugar: não estamos sozinhos.
                            Nunca tinha realmente prestado atenção na poesia do jasmim. Hoje, passando pela planta, já enxergo de outra forma. O quê será da poesia? Sinto o aroma sem a ver florescida. Como tudo muda com o conhecer. Como o sentimento é nosso caminho.
NO FIM
                            Vou procurar mais razões para isso.





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