Começo com Belchior
na enigmática Pequeno Mapa do Tempo
onde: (...) Eu tenho medo e medo está por
fora. O medo anda por dentro do teu coração (...).
Tudo converge no medo.
Isso já foi dito e isso deve ser dito. O medo é quem regula todos os demais
sentimentos. Tenho medo, portanto estou vivo!
Agora, é claro, medo
demais é nocivo, mas medo de menos? Quem “tem menos medo” vive, em tese, mais
ou vive menos?
Estou tentando
aprofundar o estudo sobre o “medo”, mas, pasmem, fiquei com medo do que
encontrei pelo caminho.
Haverá cenas dos
próximos capítulos. Se tiverem paciência, aguardem.
PERDI
A VAGA (ou deveria)
A coluna da semana
passada, assinada pelo Micka, teve uma retumbante ressonância que talvez nem o
próprio esperasse.
Que ele escreve de
maneira linear, analítica e com saborosos argumentos, eu já sabia. Mas quem sou
eu? Simplesmente o pai do rapaz, o que naturalmente torna a minha opinião
relativizada, se não pelos outros, por mim mesmo.
Pois bem, o guri
escreveu e disse ao que veio. Emocionou a todos, do homenageado aos
desconhecidos. Pensei: não é que o agora homem feito é “sabido”.
Ao final, sem delongas,
peço licença para solicitar aos diretores deste periódico que, caso entendam
que o bom senso deve preponderar, eu por aqui perdi minha vaga.
NO
FIM
Caminhamos ao tudo e
ao nada, sempre.
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