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segunda-feira, 28 de abril de 2014

O CASO




 

                            A morte do menino Bernando na pacata cidade de Três Passos é a notícia que está por todas as partes. Todos opinam. Dos chamados especialistas às conversas de bar. A conclusão, todavia, é única: como é possível tanta maldade?

 

                            Importa saber o (s) responsável (is) para encaminhamento, julgamento e eventual responsabilização. Mas, agora, para este texto, concentro as linhas sem precisar qualquer identificação, mas somente na busca das razões e do motivo pelo qual isso aconteceu.

 

                            As teorias vagueiam naturalmente para todos os cantos. O técnico, o teórico, trará à discussão a partir de sua formação e descriminará as possíveis razões que leva um ser humano a um procedimento de tal magnitude. Por outro lado, numa opinião qualquer, sem conteúdo acadêmico, igualmente se chegará a uma conclusão nada distante. Porém, tudo isso serve para a tentativa de explicar algo monstruoso. Talvez possa haver uma explicação. Talvez não se encontre uma explicação.

 

                            A única verdade, se é que ela existe mesmo, é que um menino de 11 anos foi morto por algum motivo. Ciúmes, posse, dinheiro, competição. Não sei, motivos têm de sobra. O que falta, definitivamente, é o que vem antes da motivação. Como são os atos de preparação? Qual é o norte da mente de quem pensa (e realiza) um ato desta envergadura?

 

                            Confesso que o simples pensamento já é assustador. A simples possibilidade de alguém pensar em algo desta natureza já me aterroriza. O que dizer de levar a cabo tudo?

 

                            É claro que crimes bárbaros são recorrentes. É fruto do ser humano ser também menos humano possível, chegando ao ponto de ser o animal mais inferior das espécies vivas. Que constatação infeliz e igualmente real.

 

                            Ao contrário de muitos, não vejo como espraiar a culpa no episódio ao Ministério Público ou ao Poder Judiciário. Seus agentes fizeram o que deveria ser feito, ou seja, uma tentativa de reaproximação e a garantia da entidade familiar.

 

                            Igualmente não pode ser olvidado que o caso era particular, uma vez sendo verdadeira a afirmação de que o menino procurou diretamente ajuda dos órgãos respectivos.

 

                            Enfim, ainda fico com o sentimento de que cada vez mais somos humanos, demasiados humanos.

 

NO FIM

                            

                            Dizer o quê?

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