Sim é
possível! Vi. Provei e gostei muito. Aliás, diria, gostei “pra mais de metro”.
Claro, a liturgia dos tempos áureos exige que o tratamento seja por “vergamota”,
mas não estamos mais neste tempo, pelo menos em se tratando da bergamota.
Mas,
voltando ao ponto. O bolo, caprichosamente feito pela amiga Laura Helena e
servido como dessert após uma não menos extraordinária sopa de
brócolis e, para os desavisados ou para aqueles que experimentaram primeiro, a de
agnoline (capeletti é para porto-alegrenses), coroou a noite, a qual também,
por uma obviedade que não requer maiores indagações, foi regada com pontuais
vinhos tintos de qualidade superior.
Diante
de tal contexto, inevitavelmente afloraram discussões. Os caminhos percorridos
foram os recorrentes, porém, como sempre acontece, as indagações e as conclusões
graduais (nada definitivo) foram a tônica de tudo, especialmente do
amadurecimento e da tentativa de evolução.
Falamos
muito: eu, a anfitriã Laura, Vanessa, Gustavo, Tatiana, Marco e Nei, sobretudo
a partir de conceitos basilares do cotidiano, onde ao mesmo tempo em que as
opiniões gravitavam sobre o ambiente, certamente com alguns mais excitados em
dizer palavras, as conclusões foram mínimas, contudo as portas ficaram abertas.
Sobre o
pensamento humano, sobre Mário Quintana, sobre formar opiniões, sobre pena de
morte, sobre Joaquim Barbosa, sobre o sistema legislativo/carcerário brasileiro
e europeu, sobre figuras desta cidade, sobre azeitonas que podem ser
transformadas em armas (eu não sabia!), enfim sobre pessoas, sobre amigos,
sobre compartilhamento.
Confesso,
fazia muito tempo que não ria tanto, pois, apesar das vicissitudes, dos
embates, das contradições e dos posicionamentos diametralmente opostos, a
conclusão foi uma só: devemos realizar muitas outras reuniões, porque eventual
e improvável conclusão, se tudo der certo, nunca encontraremos.
NO FIM
Agora, o
bolo de bergamota...!
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