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terça-feira, 3 de junho de 2014

BOLO DE BERGAMOTA




                            Sim é possível! Vi. Provei e gostei muito. Aliás, diria, gostei “pra mais de metro”. Claro, a liturgia dos tempos áureos exige que o tratamento seja por “vergamota”, mas não estamos mais neste tempo, pelo menos em se tratando da bergamota.

 

                            Mas, voltando ao ponto. O bolo, caprichosamente feito pela amiga Laura Helena e servido como dessert após uma não menos extraordinária sopa de brócolis e, para os desavisados ou para aqueles que experimentaram primeiro, a de agnoline (capeletti é para porto-alegrenses), coroou a noite, a qual também, por uma obviedade que não requer maiores indagações, foi regada com pontuais vinhos tintos de qualidade superior.

 

                            Diante de tal contexto, inevitavelmente afloraram discussões. Os caminhos percorridos foram os recorrentes, porém, como sempre acontece, as indagações e as conclusões graduais (nada definitivo) foram a tônica de tudo, especialmente do amadurecimento e da tentativa de evolução.

 

                            Falamos muito: eu, a anfitriã Laura, Vanessa, Gustavo, Tatiana, Marco e Nei, sobretudo a partir de conceitos basilares do cotidiano, onde ao mesmo tempo em que as opiniões gravitavam sobre o ambiente, certamente com alguns mais excitados em dizer palavras, as conclusões foram mínimas, contudo as portas ficaram abertas.

 

                            Sobre o pensamento humano, sobre Mário Quintana, sobre formar opiniões, sobre pena de morte, sobre Joaquim Barbosa, sobre o sistema legislativo/carcerário brasileiro e europeu, sobre figuras desta cidade, sobre azeitonas que podem ser transformadas em armas (eu não sabia!), enfim sobre pessoas, sobre amigos, sobre compartilhamento.

 

                            Confesso, fazia muito tempo que não ria tanto, pois, apesar das vicissitudes, dos embates, das contradições e dos posicionamentos diametralmente opostos, a conclusão foi uma só: devemos realizar muitas outras reuniões, porque eventual e improvável conclusão, se tudo der certo, nunca encontraremos.

 

NO FIM

 

                            Agora, o bolo de bergamota...!

        

 

 

 

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