Maquiavel alertou
ser louvável num príncipe manter a fé e viver de forma íntegra, não com
astúcia. Contudo, os atos daqueles que viveram com astúcia superam (sempre
superaram e superarão) aqueles que pautaram seus atos pela lealdade.
Disse que há somente
duas maneiras de lidar com a situação: com a lei, criada pelo homem; e com a
força, própria dos animais. Quando aquela não se apresenta suficiente,
necessário será recorrer a esta.
Portanto, é
necessário utilizar o lado humano e o lado animal, como exatamente os
historiadores antigos se referiram ao centauro.
Pois bem, seguindo
Maquiavel - cujo adjetivo “maquiavélico” é utilizado recorrentemente de maneira
infeliz -, um príncipe deve saber utilizar a natureza dos animais ou as
qualidades da raposa em relação as armadilhas, e dos leões para combater os
lobos. A metáfora indica que somente um ou outro de nada adiantara a investida,
pois a simbiose é exatamente o que se persegue.
Ao final, não se
afaste do bem, mais saiba utilizar o mal, quando necessário.
Pensei em Maquiavel
neste período pré-eleitoral, onde, buscando o exemplo de Alexandre VI, que
jamais fez outra coisa senão prometer e não cumprir, porém sempre foi
beneficiado pela sua capacidade de simular e dissimular. Sempre jurou, mas
quase sempre nunca cumpriu.
Ainda em Maquiavel,
o benefício de saber interpretar que os homens julgam mais com a vista do que
com o tato, pois ver é dado a todos, todavia sentir, a muito poucos, chancela a
miopia coletiva e faz nascerem as conhecidas massas de manobra, nas quais, pasmem,
muitos estão, provavelmente do seu lado.
Tudo isso entre os
anos de 1400 e 1500, o que a atualidade em absolutamente nada influência, mas
complementa.
NO
FIM
Alguém lembrará de
Maquiavel no momento do voto?
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