Sábado
que passou acordo com uma mensagem no celular informando a morte do Fernandão.
Num primeiro momento não consegui processar a informação. Qual Fernandão?
Obviamente que a pergunta não é nada óbvia, pois só podia ser o nosso Capitão.
Mas, pensei, ainda acordando: não, o Capitão não pode morrer!
Assim
fui por alguns segundos, até que finalmente absorvi o que era evidente: morreu
o Capitão, o nosso Capitão!
Muito já
foi dito. Muito será ainda dito. Porém, cada um de nós absorveu do seu jeito a
notícia que abalou, pasmem, o mundo, e digo isso sem qualquer exagero.
Nosso
Capitão não poderia ter morrido. Não, isso não é possível, pois se trata de uma
pessoa eterna, abrindo espaço para o conceito cristão. E pessoas neste plano
não têm o direito de morrer e exatamente por isso Fernandão não morreu.
O
paradoxo leva a explicar a comoção que atingiu a todos, independente de cores,
amores ou, sobretudo paixões.
Fernandão,
ou simplesmente Fernando, sempre foi um sujeito especial, solícito, culto,
articulado, tendo sido protagonista de algo infinitamente grandioso: fez
milhares sorrirem; fez milhares chorarem. Quem pode fazer isso? Somente os
grandes.
Lembro-me
de uma passagem com o nosso Capitão: estava em um hotel no Rio de Janeiro,
junto com a delegação do Internacional, e descemos juntos no elevador, sendo
Fernandão já diretor de futebol à época. Entre alguns andares trocamos pequenas
palavras, onde não fugi da obrigação e da alegria de agradecer por tudo o que ele
tinha feito por nós.
Ao final
do nosso curto e único encontro pessoal, como todo fã, pedi para tirar uma foto
com o celular: a primeira, olhei, ele olhou, e silenciosamente constatamos que
ficou horrível. Fiquei constrangido em pedir outra. Ele, percebendo, perguntou:
acho que devemos tentar outra. Esse era o nosso Capitão!
NO FIM
Nunca te
esqueceremos....Obrigado!
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