Pensando,
dia desses, sob a proteção da lareira e de uma garrafa de vino roso, e, claro, algumas azeitonas e nacos de
queijo, na consciência e mais profundamente sobre tudo antes dela.
Pensei
da saída e da chegada. Lembrei-me da frenética perseguição de tudo e de todos.
Cansei, outra vez, de retardar um estado feliz por continuar fazendo planos sem
realizá-los. Não há tempo ou o tempo é mesmo uma ilusão?
Sobre
tal condição, sob meus olhos, cai uma entrevista do Nando Reis, publicada na
última edição da revisa TRIP, onde a análise sistêmica e pontual daquilo que
pensava, entre uma lenha e um gole de vinho, agora saboreando também Air de Sabastian Bach, tendo o calor do
pensamento atravessado a última ponte ainda a ser superada, tendo a lenha feito
outros estalos, tendo a volta da garrafa sofrido intercorrências quando em
contato final com o copo, percebi não estar sozinho.
Sobre a
entrevista algo a dizer: a busca pelo estado de alteração é humana; uma boa
música, uma refeição, um copo d’água, tudo é parte; tudo faz parte daquilo que
realmente é buscado, ou deveria: o presente é o que há, pois o passado é
lembrança e o futuro esperança, sendo este provavelmente o pior sentimento do
ser humano.
O
inverno, disse o amigo Nei, nos transporta para outras dimensões, sobretudo na
escala, no “piano”, do pensamento, o que de certa forma conforta o fato de
nossa cidade, como já frisei outrora, só ter duas estações.
Tudo é
importante, porém nada é mais do que viver, em paz, consigo e com os outros,
sabendo tudo e sempre que tal condição é talvez o maior dos desafios, não pela
dificuldade em si, mas especialmente pelos nossos próprios atos.
A lenha
acabara, e será complementada; o líquido findará na espera de seu substituto; a
azeitona e o queijo nesta altura desapareceram e a órbita, dos fatos, dos atos
e do pensamento, seguirá o rumo que você escolher.
NO FIM
Escolha.
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