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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012


NOS PORÕES

 

                            Negra Lu, personagem da Esquina Maldita, pelos idos de 1960/1970, revivida atualmente na obra (com o mesmo nome) do Foguinho, lançada na Feira do Livro em Porto Alegre, tinha entre muitas, uma frase definitiva: “Não sou mulher de muita maquiagem, mas sei utilizar os talheres”.

 

                            Emitir uma opinião, sobre a mais rasa possibilidade de eco, deve necessariamente vir acompanhada de, primeiro, responsabilidade e, após, conteúdo básico que a sustente.

 

                            Visualizei, com muito respeito, algumas posições sobre questões recorrentes que norteiam a humanidade, as quais, desde a muito tempo e notadamente nos últimos, tem angustiado milhares e, por esta razão, indicam o aprimoramento das discussões.

 

                            Uma delas é o aborto, outra a pena de morte e outra ainda é a descriminalização das drogas. Todos recaem sobre pilares históricos e quem vem carregado de muitos conceitos prévios que por vezes sofrem relativização e ou censura correspondente.

 

                            Já expressei minha opinião, diversas vezes, neste espaço e em outros, sobre a minha total concordância com o aborto, desde que evidentemente seja realizado no espaço de tempo que a medicina indica como possível, sendo tal ato mera faculdade da gestante, sem interferência de ninguém, especialmente do “pensamento divino”, que sempre vem alimentado por questões subjetivas e que não mantém coerência com o que é palpável.

 

                            A pena de morte é a maior prova de que o ser humano ainda não conseguiu se livrar do seu lado animal. A justificativa, mais uma vez, é conversa de botequim. Vou matar quem matou! A forma e os meios serão exatamente buscando o mesmo fim: assassinar. O que diferencia é que, um deles, será uma morte avalizada pelo Estado. No mais, não há qualquer diferença. Não se ingressa, por fim, na seara dos conhecidos e reconhecidos erros judiciários que inúmeras vezes levaram um inocente a este fim.

 

                            Quanto a liberação das drogas, notadamente como já o fez o Uruguai em relação específica da maconha (já feito com o aborto), a discussão deverá ser aprimorada, como debates multidisciplinares, buscando subsídios sobre os aspectos legais, médicos, estruturais, sociais, antropológicos, filosóficos, etc, etc., sem novamente trazer a tona conversas sem responsabilidades e sem um cunho que essencialmente vise, sob todos os aspectos, o aprimoramento e o contexto da convivência humana em si.

 

                            Aguardo tudo, especialmente as críticas e as contribuições, sem esquecer as premissas da Negra Lu.

 

NO FIM

 

                            Toda manifestação deve ser agasalhada pela ética aos valores, pela coerência e a razão.

 

 

 

 

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