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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012


ARTIFICIAL

 

                            Zuenir Ventura na obra 1968 O que fizemos de nós traz uma interessante abordagem sobre a “falta de bússola” das gerações que foram concebidas nas cercanias da virada do milênio.

 
                            Aborda sobre os quarenta anos passados entre a Era de Aquário e a do Aquecimento Global. Enquanto àqueles olhavam para o futuro, estes pensam no presente. Somado a tudo isso, o argumento de que nem 10% dos jovens dos anos 1960 participaram do movimento estudantil, enquanto nem todo o adolescente de hoje está inserido em raves ou no ecstasy.

 

                            O jovem de hoje não busca a ruptura, esta já foi levada a efeito pela geração de Aquário. O chamado “desbunde” é agora careta. Se na geração “velha” perseguia tudo o que não tinha direito, a atual tem tudo o que precisa (ou não tenha nada) e, talvez por isso, seja tão paradoxal. Não há mais definição de gerações, mais de tribos, galeras, turmas.

 

                            A patota atual, via de regra, não se preocupa com política, questões sociais, não protesta, não contesta, todavia está de bem com a vida, adequada ao seu melhor poder aquisitivo, entendendo que eventual militância não deve superar a dissidência.

 

                            Isto é muito ruim!

 

                            A resposta está em muitas obviedades. Dentre tais, a não feitura da transgressão como um ideal, conforme diz Zuenir, que complementa: se tudo é permitido, se não há mais tabus, transgredir o quê?

 

                            Russel Jacoby, sociólogo, também citado na obra, argumenta que a “energia jovem é efêmera, se apresenta e se esgota instantaneamente”; ou que “não há a crença de que o futuro seja melhor do que o presente”. Isto somente pode ser interpretado como um freio ao outrora ideal.

 

                            Nesta perspectiva, resta estabelecida a conclusão de que um dos hinos da época, a música Caminhando de Geraldo Vandré desapareceu, pois, “Quem sabe faz a hora não espera acontecer”, não passa de um verso, diz Zuenir, sedutor, contudo não como verdade.

 

                            Lembrei-me de Eduardo e Mônica, da Legião Urbana, mas mais isto é outra história.

 

NO FIM

 

                            Não deixe de votar no site www.folhadonordeste.com.br, quanto a proposta de alteração do nome da Escola Presidente Kennedy.

 

 

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