Pensei
na revolta, nas Revoltas e também na conjugação do verbo que adiante se
encaixará.
Estou revoltado com
as “Revoltas”. Fixo hoje na Inconfidência Mineira, a qual, como sabido, foi um
movimento da elite paulistana contra a Coroa Portuguesa em razão do preço
cobrado pelo imposto na exploração do ouro, especificamente do ouro retirado na
região da então Vila Rica, hoje Ouro Preto (qualquer semelhança com a Revolução
Farroupilha não é mera coincidência, porém isso é outra história).
Na
semana que passou escrevi sobre os símbolos, especificamente os relacionados ao
número três. Esta coluna amolda-se como uma luva também em relação a tal fato,
pois é só lembrar da bandeira mineira ou da inconfidência ou, ainda, do artista
mulato, filho de escrava, quando assinava sua obra.
Pois é. A história é
rica, contudo não somente a história, mas especialmente os seus personagens
principais. Até aqui, nada especial. O que marca toda a engrenagem que fez o
movimento trafegar é exatamente a exploração da mão de obra escrava. Foram os
negros, que mutilados em seus testículos para evitar o crescimento natural, a
procriação, que eram mantidos, a banana e leite, dentro das minas retirando
ouro para a Coroa e para a Elite branca. Eram as negras que deveria
experimentar o teste da fertilidade, sob pena de serem consideradas
descartáveis, em qualquer sentido. Enfim era como contam, a exploração do ser
humano pelo ser humano que deu sustentação não só a Coroa Portuguesa, mas,
sobretudo, a própria revolução industrial em terras inglesas.
A razão que permeia
a história é muito simples: exploração, ganância e ao final o selo de herói
para quem muito provavelmente não mereceu o título. Corrijo: evidente que nunca
mereceu a honraria.
Apesar disso tudo,
temos feriados, congratulações e um universo que hoje gravita em torno da
história. E tal história, outra vez, como sempre, é protagonizada por muitos e usufruída
por muito poucos. Temos, também, um enforcado que fora decapitado, condição ao
final que contradiz tudo o que fora vendido.
Tudo é igual. Tudo é
repetição.
NO
FIM
Na época não havia
celular para selfie e o artista
mulato foi Aleijadinho.
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