Seguidores do Victor Hugo

Páginas

Total de visualizações de página

quinta-feira, 18 de junho de 2015

MAIORIDADE PENAL = ILUSÃO




 

                            O congresso nacional é pródigo em criar “soluções mágicas” para situações, recorrentes ou não, que envolvem matéria de alta indagação social.

 

                            Agora volta a requentada diminuição da maioridade penal, dos atuais 18 anos para 16 anos. Tal matéria é apresentada como uma pérola; como se a simples diminuição em dois anos fosse solucionar os gravíssimos problemas da violência que assolam o país e que crescem em assustadoras proporções.

 

                            A alternativa de diminuição é jogar para a torcida. É buscar ser vanguarda em decisão que não terá qualquer efeito prático. É atacar, mais uma vez, a consequência e não a causa.

 

                            A ideia é tão nefasta, tão sem sentido, que ao mesmo tempo em que se está deixando de prender, estão sendo substituídos os cumprimentos de penas em presídios para a solução da prisão domiciliar, exatamente pela falta de vagas, o que dizer sobre a eventual freguesia a partir dos 16 anos? Onde eles serão “recuperados”? É também uma questão de simples matemática!

 

                            Vejam que o projeto de emenda à Constituição está tramitando por duas décadas, condição que indica sua falta de plausibilidade sócio/jurídica e principalmente a ausência de praticidade, porque simplesmente não dará certo. Serão empilhados novos presos, sob outros presos e está será a solução constitucional dos mágicos que habitam o congresso deste país.

 

                            Evidente que a ilusória sensação de que tal medida irá enfrentar a violência é conversa de bar. E de bares muito ruins, pois qualquer raciocínio mediando levará a certeza de que o casuísmo da medida terá o mesmo efeito do que secar o gelo.

 

                            Todas as instituições do mundo jurídico, para ficar nesta esfera, já fizeram manifestações contrárias à redução. Será que a expertise do meio está toda equivocada?

 

                            De nada adianta, por outro lado, a “costura” política que alterou o texto original, deixando somente os crimes hediondos para efeito da redução. Outra medida pouco inteligente. O fato não é a gama de crimes, ou o fracionamento por espécie. O fato é que não dará certo de qualquer forma, porque “dois anos não terão o poder de alterar a falta de escolas, a falta de uma política de base, a falta de vagas, etc.”.

 

NO FIM

 

                            É mais uma decepção.

 

Nenhum comentário: