Tendo a prova
reiterada que somente os loucos podem mudar o mundo, ratifiquei o entendimento
definitivamente quando assisti o filme que trata da vida de Steve Jobs, o
fundador da Apple.
Desde a escolha do
nome da empresa que já foi (talvez ainda seja) a mais valiosa do mundo até o
retorno ao seu comando, o “pirata” deu lições, especialmente do que é ser
vanguarda.
Porém, o
desprendimento e o foco total sempre tem um preço. A conta foi traduzida em
ações arrogantes, egoístas, de afastamento humano. Um efeito colateral (ou
vários) sempre se farão presentes na margem. Não há 100%! A consequência pode
ser tão danosa como o sucesso. Possivelmente, em um número considerável de
situações, a conta a ser paga será muito cara, mesmo com tudo e todos ao seu
redor.
É difícil, desta
forma, traduzir a felicidade partindo de qualquer premissa. O pobre acha que o
rico é feliz por ser rico. O rico acha que o mais rico que ele é mais feliz
exatamente por isso. E assim vai, sem conseguir aceitar que uma situação em
nada tem a ver com a outra, pois, como o mesmo Jobs disse: o ser humano não se
contenta, ele sempre busca o mais, um novo desafio, e assim, definitivamente,
nunca será feliz.
Posso desistir de
uma vida confortável para vender pastel na praia. Todavia, continuarei ser eu,
com todos os penduricalhos que trago e acumulo de minha caminhada. Serei eu
aqui, ali e também por lá!
Jobs foi muito
grande. Seu legado está ai. Ele, para todos os efeitos, provavelmente nunca
esteve, pois o seu foco, com pés descalços e tudo, foi intransponível. Não
havia negociação. O ser humano, em tal condição, não passava de um pingo de
solda usado na confecção dos primeiros computadores na garagem da casa de seu
pai nos anos 1970. Coitado do grande Jobs.
NO
FIM
Os mosquitos ainda
incomodam nesta altura do clima.
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