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quinta-feira, 7 de maio de 2015

FEIJÃO E O ARROZ




 

                            Recebemos no início desta semana a graciosa companhia da Tia Maria para o almoço. Falávamos sobre amenidades, como deve ser numa mesa de refeições tradicional, quando ela sentencia: não gosto muito de feijão com arroz! Talvez quando o feijão é novo, mas nem sempre.

 

                            Pensei: é possível não gostar de feijão com arroz? De mondongo, bife de fígado, coração ou pescoço de galinha (tirando as mães, que comem tudo para deixar o “mel” aos filhos), miúdos em geral, tudo aceitável, mas feijão e arroz!

 

                            Quando comi sushi e sashimi pela primeira vez, já há muito tempo, bem antes de virar moda, nunca experimentei qualquer dificuldade. Outros experimentaram ou experimentam até hoje, sendo impossível pensar (e comer) o peixe cru. Por outro lado, comem mondongo, vai entender o ser humano.

 

                            Aliás, quanto ao sashimi tive que “comprar” muitos dos “meus” para que experimentassem. Compra cara, mas pela intensidade de hoje vejo que até barata ficou. Nunca mais os abandonaram.

 

                            Mas, dizer que não gosta ou, mais corretamente, que até dispensa a clássica brasileiríssima combinação do arroz com o feijão causa espanto. Fiquei, confesso, pasmado. Cheguei a pensar que arroz e feijão deveria ser prato brasileiro obrigatório em fast food, agregando laranja e couve folha. Mas não. Continuamos com batata frita, cebola frita, ovo frito, etc. É a vida que segue.

 

                            Agora, quando retorno aos mercados, deslizando sobre as prateleiras, chego ao preço do arroz e do feijão, acho que talvez a combinação não seja tão boa assim. Inclino-me a concordar com a Tia - reconhecidamente sábia -, condição que me leva a evidência da escolha.

 

                            Não sei onde vamos parar. Talvez perto ou longe de tudo isso. Mas deixar de “escolher o feijão” (nunca mais ninguém fez isso! Fez?) é de uma tristeza faraônica.

 

NO FIM

 

                            Põe água que chegou mais um.

 

                           

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