Poderia ser o
moribundo que transitava sobre ruas desertas a procura de tudo e de todos.
Poderia ser o muro, úmido e escuro, que disfarçava a dor. Poderia, também, ser
um sinal; um simples indicador da grande incerteza. Poderia ser tanta coisa!
Mas, não!
Não se trata de um
teatro mágico, mas de vampiros.
Eles estão por toda
parte, especialmente na tentativa de vender a ideia que a “hoje famosa”
terceirização é a saída para todos os males.
Diversos países se
utilizam do expediente: Alemanha (subempreitada); Argentina (locação temporária
e responsabilidade solidária); Colômbia (legitima, com responsabilidade
solidária). Alguns a proíbem: Itália, Suécia, Espanha ou, como o México, as proíbem
parcialmente.
A dúvida: será
benéfica? E para quem?
Eu, por exemplo, não
tenho dúvidas que é mais um grande engodo contra o trabalhador, apresentado sob
o manto de que é a “solução mágica dentro do teatro”.
Será dito, por outro
lado, que é uma sistemática necessária, de evolução do próprio direito do
trabalho e das relações consequentes. Talvez, talvez, talvez!
O que visualizo, de
toda sorte, é que, em detrimento desta falada evolução estará aquele que será o
produto da discussão, ou o trabalhador. Este vai ser contratado, pelo sistema,
de maneira não convencional, mas terceirizada. A vantagem do empregador pode
ser evidente. Mas e a do empregado?
Volto ao teatro dos
mágicos e dos palhaços.
NO
FIM
Tudo que é lançado e
tentado muito rapidamente gera incomodo.
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