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quinta-feira, 23 de abril de 2015

TEATRO MÁGICO




 

                            Poderia ser o moribundo que transitava sobre ruas desertas a procura de tudo e de todos. Poderia ser o muro, úmido e escuro, que disfarçava a dor. Poderia, também, ser um sinal; um simples indicador da grande incerteza. Poderia ser tanta coisa!

 

                            Mas, não!

 

                            Não se trata de um teatro mágico, mas de vampiros.

 

                            Eles estão por toda parte, especialmente na tentativa de vender a ideia que a “hoje famosa” terceirização é a saída para todos os males.

 

                            Diversos países se utilizam do expediente: Alemanha (subempreitada); Argentina (locação temporária e responsabilidade solidária); Colômbia (legitima, com responsabilidade solidária). Alguns a proíbem: Itália, Suécia, Espanha ou, como o México, as proíbem parcialmente.

                           

                            A dúvida: será benéfica? E para quem?

 

                            Eu, por exemplo, não tenho dúvidas que é mais um grande engodo contra o trabalhador, apresentado sob o manto de que é a “solução mágica dentro do teatro”.

 

                            Será dito, por outro lado, que é uma sistemática necessária, de evolução do próprio direito do trabalho e das relações consequentes. Talvez, talvez, talvez!

 

                            O que visualizo, de toda sorte, é que, em detrimento desta falada evolução estará aquele que será o produto da discussão, ou o trabalhador. Este vai ser contratado, pelo sistema, de maneira não convencional, mas terceirizada. A vantagem do empregador pode ser evidente. Mas e a do empregado?

 

                            Volto ao teatro dos mágicos e dos palhaços.

 

NO FIM

 

                            Tudo que é lançado e tentado muito rapidamente gera incomodo.

                           

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