São
cômicas as manifestações racistas, xenofóbicas, autoritárias e alimentada por um senso de pseudo
superioridade dos sulistas em relação aos nortistas deste
país.
Digo
cômicas para não dizer criminosa, porque é evidente que os protagonistas de
tais afirmações devem sim sofrer um processo judicial, pois tal expediente de
condução é exatamente idêntico ao implantado na Alemanha nazista quanto da
busca pela “solução final”, onde o resultado todos nós conhecemos.
Aqui,
sob a justificativa maldosa e reacionária, de que os estados do norte e
nordeste foram os “responsáveis” pela reeleição da Presidente da República está
valendo tudo, inclusive a invenção de uma onda oportunista/separatista, sob o
argumento de que: “se você não pensa igual a mim, você está errado”. Ou seja, eu
sou o dono da verdade, eu sei o que está certo e a tua opinião, ou melhor, a
opinião de mais da metade do país está errada.
Tal
raciocínio é sim alimentado pelo ódio, o qual passa, dentro de manifestações
vistas, sem qualquer generalização, pelo estágio mais lamentável do ser humano,
qual seja da separação por raça, por cor, o que nunca é demais rememorar é
crime, inclusive contra a Constituição Federal.
Então,
pouco importa se você é “alemão” ou “italiano” do sul do Brasil ou você é
mameluco ou mulato do norte, você é brasileiro e ponto final!
Absolutamente
nada altera se você é um banqueiro, um deputado, um empresário ou se vende rede
nas esquinas, é chapa ou servente, você é brasileiro, e o teu voto tem o valor
exatamente igual.
Portanto,
a superioridade trazida à discussão a partir de elementos com: foram pegos pela
barriga, torna esta
passagem de nossa história um elemento muito triste, infeliz, para dizer o
mínimo.
Não
vamos retornar ao tempo das cavernas, apesar de por vezes eu pensar que não
podemos voltar para um lugar de onde nunca saímos.
NO FIM
Vamos em
frente.
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