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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

QUAL SUA GRAÇA? SOU BRASILEIRO!




                            São cômicas as manifestações racistas, xenofóbicas, autoritárias e alimentada por um senso de pseudo superioridade dos sulistas em relação aos nortistas  deste país.
 
                            Digo cômicas para não dizer criminosa, porque é evidente que os protagonistas de tais afirmações devem sim sofrer um processo judicial, pois tal expediente de condução é exatamente idêntico ao implantado na Alemanha nazista quanto da busca pela “solução final”, onde o resultado todos nós conhecemos.
 
                            Aqui, sob a justificativa maldosa e reacionária, de que os estados do norte e nordeste foram os “responsáveis” pela reeleição da Presidente da República está valendo tudo, inclusive a invenção de uma onda oportunista/separatista, sob o argumento de que: “se você não pensa igual a mim, você está errado”. Ou seja, eu sou o dono da verdade, eu sei o que está certo e a tua opinião, ou melhor, a opinião de mais da metade do país está errada.
 
                            Tal raciocínio é sim alimentado pelo ódio, o qual passa, dentro de manifestações vistas, sem qualquer generalização, pelo estágio mais lamentável do ser humano, qual seja da separação por raça, por cor, o que nunca é demais rememorar é crime, inclusive contra a Constituição Federal.
 
                            Então, pouco importa se você é “alemão” ou “italiano” do sul do Brasil ou você é mameluco ou mulato do norte, você é brasileiro e ponto final!
 
                            Absolutamente nada altera se você é um banqueiro, um deputado, um empresário ou se vende rede nas esquinas, é chapa ou servente, você é brasileiro, e o teu voto tem o valor exatamente igual.
 
                            Portanto, a superioridade trazida à discussão a partir de elementos com: foram pegos pela barriga, torna esta passagem de nossa história um elemento muito triste, infeliz, para dizer o mínimo.
 
                            Não vamos retornar ao tempo das cavernas, apesar de por vezes eu pensar que não podemos voltar para um lugar de onde nunca saímos.
 
NO FIM
 
                            Vamos em frente.

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