Gosto
muito de biografias, apesar de que, em muitas delas, a honestidade da
informação é relativizada pelos interesses de toda ordem, especialmente
comerciais e evidentemente pessoais.
Estou
lendo Robert Plant – Uma Vida e visualizando diversas questões para mim
desconhecidas, seguindo o quesito “show business” dos anos 1960/1070, revendo
Robert Plant e o Led Zeppelin quando caminharam (ainda caminham) gigantes sobre
a terra.
A
curiosidade que alimenta a questão mais importante pós-Led sempre é a mesma:
por que não voltam? Todos aguardam ansiosamente por um retorno triunfal!
A
resposta, reiteradas vezes repetidas, segue a mesma linha de sempre: não há
mais “Led Zeppelin”; não existe razão para retornar em algo que definitivamente
terminou. Ponto final. Simplesmente isso.
Mas, tal
pergunta, mais uma daquelas que não querem calar, vagueia desde as primeiras
páginas do livro. Tal fato confirma o óbvio: ela ainda não foi respondida. Ela
ainda está gravitando e batendo nas paredes. Ela ainda incomoda.
Plant,
que após o grande show realizado em Londres em 2007 - Ahmet Ertegun Tribute Concert - (último encontro
dos três remanescentes, com o apoio do filho do Bonhan), ao invés de continuar
a noite em companhia dos colegas, autoridades e celebridades (Mick Jagger e Sir James Paul McCartney, entre outros), preferiu ir
comer um “prato feito” na periferia londrina num pub qualquer.
Perguntado sobre o
motivo de sua “fuga”, foi simples e direto: “os fantasmas voltaram”! E para
quantos de nós os fantasmas voltam? E quando eles voltam....
Ao final, a voz que
se identifica como um verdadeiro e único uivo ferido que
traduz dor e luxuria continua se
propagando sobre os tímpanos de todos que ainda sabem o que é bom.
NO FIM
Que o
uivo sempre te acompanhe.
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