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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PLANT – UIVO FERIDO




 

                            Gosto muito de biografias, apesar de que, em muitas delas, a honestidade da informação é relativizada pelos interesses de toda ordem, especialmente comerciais e evidentemente pessoais.

 

                            Estou lendo Robert Plant – Uma Vida e visualizando diversas questões para mim desconhecidas, seguindo o quesito “show business” dos anos 1960/1070, revendo Robert Plant e o Led Zeppelin quando caminharam (ainda caminham) gigantes sobre a terra.

 

                            A curiosidade que alimenta a questão mais importante pós-Led sempre é a mesma: por que não voltam? Todos aguardam ansiosamente por um retorno triunfal!

 

                            A resposta, reiteradas vezes repetidas, segue a mesma linha de sempre: não há mais “Led Zeppelin”; não existe razão para retornar em algo que definitivamente terminou. Ponto final. Simplesmente isso.

 

                            Mas, tal pergunta, mais uma daquelas que não querem calar, vagueia desde as primeiras páginas do livro. Tal fato confirma o óbvio: ela ainda não foi respondida. Ela ainda está gravitando e batendo nas paredes. Ela ainda incomoda.

 

                            Plant, que após o grande show realizado em Londres em 2007 - Ahmet Ertegun Tribute Concert - (último encontro dos três remanescentes, com o apoio do filho do Bonhan), ao invés de continuar a noite em companhia dos colegas, autoridades e celebridades (Mick Jagger e Sir James Paul McCartney, entre outros), preferiu ir comer um “prato feito” na periferia londrina num pub qualquer.

 

                            Perguntado sobre o motivo de sua “fuga”, foi simples e direto: “os fantasmas voltaram”! E para quantos de nós os fantasmas voltam? E quando eles voltam....

 

                            Ao final, a voz que se identifica como um verdadeiro e único uivo ferido que traduz dor e luxuria continua se propagando sobre os tímpanos de todos que ainda sabem o que é bom.

 

NO FIM

 

                            Que o uivo sempre te acompanhe.  

 

                             

 

                                     

 

                                     

 

                           

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