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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

TOQUE




 
                            Desde tenra idade me dei conta que deveria conviver com o toque. Com o tempo fiquei “aliviado” ao saber que a grande maioria possui alguma espécie de toque, o qual ainda hoje é um enigma quanto as suas causas, apesar de algumas, dependendo do estágio, já são perfeitamente identificáveis.
 
                            O meu toque mais importante é tentar encontrar uma explicação para a maldade. Conversando, e muito, com amigos queridos esta semana, chegamos à encruzilhada, considerando o que defende Rousseau (todos nascem bons e o meio os contamina) e William Golding (não há o “bom selvagem”).
 
                            A origem do mal provavelmente deve ser vista como uma simbiose entre tudo isso. Não posso acreditar que as pessoas são essencialmente más, como também não posso desconhecer que o ambiente reflete diretamente no falquejo desta maldade.
 
                            Assim tudo se relativiza, pois, se não há o genuinamente mal, igualmente não há o mal provindo de tal contaminação.
 
                            O certo é que levei tal discussão ao patamar do toque, porque entendo sim que a maldade belisca o transtorno. Acredito que fazer o mal é uma doença, independente da origem na essência ou de forma adquirida.
 
                            Mas, também penso que o feitor igualmente é vítima de seu ato. E tal condição o leva a ser juiz e réu ao mesmo tempo, o que definitivamente não deixa que saia incólume, mesmo sendo o protagonista do aludido transtorno.
 
                            Tudo isso fica dentro dos limites do que o ser humano é capaz. E ele é capaz de muita coisa, inclusive de praticar atos e fazer ações com o simples desejo de que, mesmo condenando a si mesmo, atinja o ponto final, que é verdadeiramente a infelicidade.
NO FIM
 
                            Abrace.


 



                           


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