Desde
tenra idade me dei conta que deveria conviver com o toque. Com o tempo fiquei “aliviado” ao saber que
a grande maioria possui alguma espécie de toque, o qual ainda hoje é um enigma
quanto as suas causas, apesar de algumas, dependendo do estágio, já são
perfeitamente identificáveis.
O meu toque mais importante é tentar encontrar uma
explicação para a maldade. Conversando, e muito, com amigos queridos esta semana,
chegamos à encruzilhada, considerando o que defende Rousseau (todos nascem bons
e o meio os contamina) e William
Golding (não há o “bom selvagem”).
A origem do mal
provavelmente deve ser vista como uma simbiose entre tudo isso. Não posso
acreditar que as pessoas são essencialmente más, como também não posso
desconhecer que o ambiente reflete diretamente no falquejo desta maldade.
Assim tudo se
relativiza, pois, se não há o genuinamente mal, igualmente não há o mal provindo
de tal contaminação.
O certo é que levei
tal discussão ao patamar do toque,
porque entendo sim que a maldade belisca o transtorno. Acredito que fazer o mal
é uma doença, independente da origem na essência ou de forma adquirida.
Mas, também penso
que o feitor igualmente é vítima de seu ato. E tal condição o leva a ser juiz e
réu ao mesmo tempo, o que definitivamente não deixa que saia incólume, mesmo
sendo o protagonista do aludido transtorno.
Tudo isso fica
dentro dos limites do que o ser humano é capaz. E ele é capaz de muita coisa,
inclusive de praticar atos e fazer ações com o simples desejo de que, mesmo
condenando a si mesmo, atinja o ponto final, que é verdadeiramente a
infelicidade.
NO FIM
Abrace.
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