A função
do guardanapo é especialmente auxiliar na limpeza durante as refeições. Boca
suja: guardanapo nela!
Pois
estava eu, entre questões básicas da humanidade, do problema do pastel dentro
da população indígena até a discussão sobre a origem do universo a partir da
teoria da relatividade, então comendo algo, e, pela primeira vez, fiquei
analisando o número de guardanapos que utilizei.
Da
primeira mordida até entregar os talheres utilizei incríveis oito guardanapos.
E isso que não estava comendo nada que precisasse usar diretamente as mãos
sobre o alimento.
Pensei
como é possível alguém utilizar oito guardanapos? Dois, no máximo, já fariam
efeito! Tal questão precisava ser enfrentada.
Paguei a
conta, saí do local, e aquilo tudo permanecia na minha cabeça: utilizar tudo
aquilo de guardanapos, como seria explicável? Aqui alguém pode pensar: também,
o guardanapo estava no estabelecimento, ou seja, estava igualmente no pacote da
refeição. Também pensei. Só que em qualquer condição, mesmo em casa, sempre
mantinha a média, com o agravante de que ela poderia fatalmente aumentar (e
aumentava sempre).
Ainda
penso nisso, querendo buscar uma razão lógica, considerando, sobretudo o
princípio da proporcionalidade que deve ser resguardado em qualquer condição.
Você já
pensou nos guardanapos da vida que já utilizou? Ainda não? Pois pense, terá
inevitavelmente uma surpresa.
Alguém
falou: uso-os para poesias que surgem do universo etílico. A minha única poesia
“de guardanapo”, ao menos que lembro, foi baseada no ensinamento do Zé Loucura:
eu sei que tu sabe que eu sei que ele sabe.
NO FIM
Pare
o mundo que eu quero descer.
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