Lembrei-me
de Vandré em muitas oportunidades que escrevo. Isso não anula eventual
lembrança em outras condições. E aqui, exatamente neste ponto, que inicio tudo:
se tudo está acontecendo, devemos continuar (inertes) dando milhos aos pombos?
Vamos
pensar um pouco juntos: Garotinho, aquele mesmo de sempre, lidera as pesquisas
e deverá ser tranquilamente e novamente o governador do estado do Rio de
Janeiro; Arruda, aqueles mesmo que foi cassado, que foi filmado recebendo
propina, etc., lidera com folga para o governo do Distrito Federal, sendo para
o raciocínio irrelevante se o TSE barrou sua candidatura; Marina Silva, até
então sombra de Eduardo Campos, segundo pesquisa, desbancou Aécio e venceria
Dilma em possível segundo turno.
Pois
bem, qual o fenômeno ou a “mágica” que regula todos estes episódios? Garotinho
liderando traduz, ao menos de longe, que o Rio de Janeiro ao recebê-lo
novamente pelas urnas entende que ele é o “cara”. Ou que não há naquele
valoroso e prestigioso estado da federação qualquer outro candidato que supere
suas virtudes! E agora?
Quanto
ao Arruda, repito: não importa se a sua candidatura vai prosperar, mas como o
Distrito Federal pode recepcioná-lo após tudo o que aconteceu? Será que a
máxima “o menos pior” é o ponto de apoio dos eleitores. Igualmente não há mais
ninguém por lá que possa ao menos empunhar uma bandeira mais honesta?
E
Marina? Será Enéas, será Collor, será quem? Como explicar este fenômeno em
âmbito nacional? O que pensamos nós, os condutores, os eleitores, quando
buscamos num efeito fúnebre a razão para um voto? Somos órfãos da democracia ou
isso é ela na essência? Somos vulneráveis a episódios pontuais? Quem somos nós?
O que somos nós?
Outra
pergunta: segundo turno entre Marina e Dilma, para a direta (se é que ela ainda
existe), qual será a postura? Teremos muitos votos em brancos ou nulos? Que
loucura!
Se algo
serve de alento em tal conjuntura e contexto, o Rio Grande do Sul pode sim
bater palmas, pois, temos ao menos quatro candidatos ao governo e três ao
senado com linhas de pensamento ideológico (existe isso ainda?) diversos, o que
sugere ao eleitor, ao menos, a chance de escolher propostas, a partir de ações
conhecidas, mas não, em qualquer hipótese, falar em “menos pior”.
Isso é,
ao final, muito bom.
NO FIM
Somos
heróis, porque continuamos dando milho aos pombos.
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