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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

MILHOS AOS POMBOS




 

                            Lembrei-me de Vandré em muitas oportunidades que escrevo. Isso não anula eventual lembrança em outras condições. E aqui, exatamente neste ponto, que inicio tudo: se tudo está acontecendo, devemos continuar (inertes) dando milhos aos pombos?

 

                            Vamos pensar um pouco juntos: Garotinho, aquele mesmo de sempre, lidera as pesquisas e deverá ser tranquilamente e novamente o governador do estado do Rio de Janeiro; Arruda, aqueles mesmo que foi cassado, que foi filmado recebendo propina, etc., lidera com folga para o governo do Distrito Federal, sendo para o raciocínio irrelevante se o TSE barrou sua candidatura; Marina Silva, até então sombra de Eduardo Campos, segundo pesquisa, desbancou Aécio e venceria Dilma em possível segundo turno.

 

                            Pois bem, qual o fenômeno ou a “mágica” que regula todos estes episódios? Garotinho liderando traduz, ao menos de longe, que o Rio de Janeiro ao recebê-lo novamente pelas urnas entende que ele é o “cara”. Ou que não há naquele valoroso e prestigioso estado da federação qualquer outro candidato que supere suas virtudes! E agora?

 

                            Quanto ao Arruda, repito: não importa se a sua candidatura vai prosperar, mas como o Distrito Federal pode recepcioná-lo após tudo o que aconteceu? Será que a máxima “o menos pior” é o ponto de apoio dos eleitores. Igualmente não há mais ninguém por lá que possa ao menos empunhar uma bandeira mais honesta?

 

                            E Marina? Será Enéas, será Collor, será quem? Como explicar este fenômeno em âmbito nacional? O que pensamos nós, os condutores, os eleitores, quando buscamos num efeito fúnebre a razão para um voto? Somos órfãos da democracia ou isso é ela na essência? Somos vulneráveis a episódios pontuais? Quem somos nós? O que somos nós?

 

                            Outra pergunta: segundo turno entre Marina e Dilma, para a direta (se é que ela ainda existe), qual será a postura? Teremos muitos votos em brancos ou nulos? Que loucura!

 

                            Se algo serve de alento em tal conjuntura e contexto, o Rio Grande do Sul pode sim bater palmas, pois, temos ao menos quatro candidatos ao governo e três ao senado com linhas de pensamento ideológico (existe isso ainda?) diversos, o que sugere ao eleitor, ao menos, a chance de escolher propostas, a partir de ações conhecidas, mas não, em qualquer hipótese, falar em “menos pior”.

 

                            Isso é, ao final, muito bom.

 

NO FIM

 

                            Somos heróis, porque continuamos dando milho aos pombos.

 

 

 

 

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