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quarta-feira, 3 de abril de 2013


UM PONTO

 

                            A propaganda é a “alma do negócio”. Nada original. Nada mais verdadeiro.

 

                            Paulo Francis disse que a virtude maior do ser humano é a caridade. Eu, ao contrário, acho que é a humildade. Ou seja, quanto mais perto chegar dela, mas “humanos” todos ficam. Francis, que nada mais foi do que o maior articulista brasileiro do último século e também, digo eu, o mais contraditório, o que ao fim o tornou especial dentro da mediocridade reinante e renitente, terá sempre, com toda obviedade e certeza, mais bagagem para tudo.

 

                            A sociedade é duramente criticada, seguindo ainda em Francis, por quem não consegue inserir-se nela. Talvez haja uma relação umbilical entre ser socialista, estando fora, e tornar capitalista, estando dentro. A miopia é corrigida sem vergonha ou constrangimento.

 

                            Será mais importante a propaganda de um vestido, quando a protagonista tropeça deliberadamente, ou sua manifestação consequente? Que absolutamente ninguém vai dar a mínima é fato, todavia o impacto já fora estabelecido e este é o mais importante.

 

                            Sofro censuras, especialmente de minha filha Carol, pela mania (vou chamar assim) de relativizar muitas questões. Talvez esta “mania” tenha uma carga cultural baseada em experiências pouco conhecidas da grande massa. Experiência que vem, sobretudo do experimentar situações especiais. Sou um verdadeiro especialista (são muitos “e”), talvez com graduação importante, neste quesito. A razão para relativizar pode estar ligada no contexto. Mas, acho também que minha filha tem razão.

 

                            Dito isso, retrato que não acredito, ordinariamente, que uma ação não esteja ligada a uma forma estabelecida previamente, sendo tudo ligado, “tudo toca tudo”.

 

                            Portanto, não acredito em altruísmo de quem entrou nesta linha como paraquedista, atribuindo a “alma do negócio” como verdadeiro paradigma da ação.

 

                            Talvez esteja desanimado com os humanos, demasiadamente humanos, o que é compreensível, perdoem-me, para quem já está alçado a idade das dores na coluna cervical.

 

NO FIM

 

                            E a escola do “grande” presidente Kennedy, continua linda? 

 

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