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quarta-feira, 3 de abril de 2013


O PAPA NÃO É POP

 

                            O assunto da hora é a renúncia do papa e seus consequentes efeitos. Não se falou em outra coisa desde o anúncio da decisão de saída no próximo dia 28 de fevereiro.

 

                            A igreja não perdoa nem mesmo o seu chefe. O Papa está acuado, faz muito tempo. Sem prestígio, sem força física ou apoio moral, o Papa sofre sistematicamente censura de seus pares, condição que levou a inevitável “decisão” extrema. Teremos uma sucessão papal, sem morte. Não é nada comum, mas é sim possível, com longínquos precedentes.

 

                            A pergunta é: por que a igreja determinou a renúncia do dito representante de São Pedro? Quais os interesses por trás da ruptura na missão do pontífice? O que a igreja realmente almeja com tal ação?

 

                            Como a igreja católica não é uma instituição democrática, consoante afirmado pelo Papa mais querido de todos, não há definições, tão somente ilações, com todo o subjetivismo correspondente, o qual é diminuído por uma lógica natural: a igreja católica não tem interesse em explicar nada, deixando seus mandos e, como na maioria das vezes, seus desmandos com posições ditatoriais para que cada um pense no que quiser! Desde que continuem acreditando no seu Deus, pois, segundo a mesma igreja, é isso que ao fim e ao cabo interessa.

 

                            O “caso do mordomo” não foi nada, se for considerado todos os deslizes protagonizados ao longo do tempo. Nem é preciso a caça às bruxas ou a compra de uma cadeira no céu para que entendamos que o processo é sempre o mesmo: cuidado, se não for obedecidas dez regras, apesar de meu amor por você, seu destino será o fogo. É definitivamente muito fácil basear as lições alimentando tudo pelo medo e, a partir deste, utilizando razões que sempre indicam sacrifício sem razão ou sentimento sem sentir.

 

                            Só não digo “coitado do Papa”, porque ele também sabia que a engrenagem funciona nesta rotação, ou seja, é parte do sistema.

 

NO FIM

 

                            O marketing de um conclave é similar, e por isso mantém os mesmos efeitos midiáticos e os frutos, a um casamento da monarquia inglesa ou mesmo a exploração da morte de uma celebridade.

 

                           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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