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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


O PREÇO E AS ELEIÇÕES DE 2012



                            O ano de 2012 é mais um que trará, além das olimpíadas de Londres, mais um pleito eleitoral, agora para os cargos de prefeito e vereador.



                            Pensei nisso analisando o naufrágio do cruzeiro “Costa Concordia” nas proximidades da ilha Giglio, litoral da Itália.



                            Aqui, pelos comentários, temos até então dois candidatos à sucessão municipal: o atual prefeito e o último ex-prefeito. Não há manifestações mais incisivas sobre a possibilidade de alguém vir a compor este certame.



                            Vereadores são candidatos naturais a reeleição, somado aqueles que se apresentam de forma evidente (estão em todos os lugares, inclusive fazendo coisas boas) e os outros, que apesar de não aparecerem tanto, estão também por ai.



                            Após os anos de luta entre o período da ditadura e o logo a seguir, de forma gradual a política partidária vem angariando cada vez menos participantes. Por essa razão, tudo gira em torno dos mesmos e da mesma ciranda. A novidade teima em não aparecer. E o comando passa, sob certo aspecto, como as capitanias hereditárias, senão pela consanguinidade, mas pela “parceria” e pelo “conjunto de interesses”.



                            Nesta onda (aproveitando o verão), será que não haverá um terceiro candidato (ou quarto, ou quinto) ao cargo de prefeito? Tenho a impressão que, infelizmente para a democracia, não. Por qual motivo? Além do que já foi dito, pelo ritmo da ciranda e da música que é tocada.



                            Claro que posso estar enganado, mesmo porque não parto de qualquer premissa que indique um critério objetivo voltado a análise pré-eleitoral. Simplesmente lanço algumas palavras, até mesmo em condições abstratas, sobre o que vejo o que sinto e o que não vejo acontecer.



                            Percebo que muitos aguardam algo a mais, especialmente em virtude de que terão que optar por alternativas que possivelmente não estão relacionadas entre o rol das preferências. Por isso, outra estrada, que poderá não ter a pavimentação midiática das que já recebem trânsito, mas que, contudo, está em tamanho ideal, conta com a possibilidade de trânsito eficaz, sem luxo ou perfumaria, se apresentaria como condição essencial, mesmo que alternativa, para vencer a barreira estabelecida, a qual poderá estar sob um piso movediço.



NO FIM



                            Poderá nascer silencioso, mas sua potência fará retumbar, ainda que no silêncio, tudo o que parecia inabalável.  

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