O
PREÇO E AS ELEIÇÕES DE 2012
O ano de 2012 é mais
um que trará, além das olimpíadas de Londres, mais um pleito eleitoral, agora
para os cargos de prefeito e vereador.
Pensei nisso
analisando o naufrágio do cruzeiro “Costa Concordia” nas proximidades da ilha
Giglio, litoral da Itália.
Aqui, pelos comentários,
temos até então dois candidatos à sucessão municipal: o atual prefeito e o
último ex-prefeito. Não há manifestações mais incisivas sobre a possibilidade
de alguém vir a compor este certame.
Vereadores são
candidatos naturais a reeleição, somado aqueles que se apresentam de forma
evidente (estão em todos os lugares, inclusive fazendo coisas boas) e os
outros, que apesar de não aparecerem tanto, estão também por ai.
Após os anos de luta entre o período da ditadura
e o logo a seguir, de forma gradual a política partidária vem angariando cada
vez menos participantes. Por essa razão, tudo gira em torno dos mesmos e da
mesma ciranda. A novidade teima em não aparecer. E o comando passa, sob certo
aspecto, como as capitanias hereditárias, senão pela consanguinidade, mas pela
“parceria” e pelo “conjunto de interesses”.
Nesta onda
(aproveitando o verão), será que não haverá um terceiro candidato (ou quarto,
ou quinto) ao cargo de prefeito? Tenho a impressão que, infelizmente para a
democracia, não. Por qual motivo? Além do que já foi dito, pelo ritmo da
ciranda e da música que é tocada.
Claro que posso
estar enganado, mesmo porque não parto de qualquer premissa que indique um
critério objetivo voltado a análise pré-eleitoral. Simplesmente lanço algumas
palavras, até mesmo em condições abstratas, sobre o que vejo o que sinto e o
que não vejo acontecer.
Percebo que muitos
aguardam algo a mais, especialmente em virtude de que terão que optar por
alternativas que possivelmente não estão relacionadas entre o rol das
preferências. Por isso, outra estrada, que poderá não ter a pavimentação
midiática das que já recebem trânsito, mas que, contudo, está em tamanho ideal,
conta com a possibilidade de trânsito eficaz, sem luxo ou perfumaria, se apresentaria
como condição essencial, mesmo que alternativa, para vencer a barreira
estabelecida, a qual poderá estar sob um piso movediço.
NO
FIM
Poderá nascer
silencioso, mas sua potência fará retumbar, ainda que no silêncio, tudo o que
parecia inabalável.
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