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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012



MARATONA
        
                            Há quatro dias permaneço no forno de Porto Alegre para acompanhar o vestibular da UFRGS, o qual termina nesta quarta, momento que escrevo.
                            Registro atentamente a maratona dos estudantes, dos professores e, sobretudo dos pais. Claro, estando no contexto a atenção é triplicada.
                            Voltei mais de vinte anos nestes quatro dias. A sensação e o ambiente, apesar de ter esquecido, permanecem com a áurea intacta, onde todos correm para os seus lados, visando seus objetivos e tentando acertar o seu caminho,
                            Todos os sentimentos indicam para o mesmo lado: aprovação no vestibular mais concorrido do estado. A seleção é complexa e desgastante, onde somente aqueles que conseguirem a conversão entre o saber, o interpretar e o manter a cabeça arejada poderão competir de forma a alcançar o objetivo final.
                            Por tais razões, a falta de qualquer um dos requisitos acima, na visão de alguém que entende absolutamente nada, no caso eu, porém que lança o que enxerga, comprometerá o resultado final, consolidando o entendimento de que não basta somente estudar, tem que saber entender o que esta sendo questionado e, especialmente manter o aspecto psicológico adequado a realizar tudo isso.
                            Enfim, é um “trabalho” indicado para jovens, que na maioria das vezes começam com este ato a girar o trinco da porta que os levará para todos os contornos e para um caminho outrora sonhado.
                            Uma constatação é evidente: a “batalha” traduz uma provação, talvez a maior deles no aspecto, que indica e baliza a ação de todos a partir de então.

NO FIM
                            No intervalo entre tudo busquei assistir alguns filmes. Consegui ver A Pele que Habito do Almodóvar e O Garoto da Bicicleta, uma produção conjunta da França e Bélgica. Gostei do primeiro, achando o segundo interessante, evitando com isso de fazer maiores ilações ao estilo “Martha Medeiros”, o que acho descartável.  

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