MARATONA
Há quatro dias
permaneço no forno de Porto Alegre
para acompanhar o vestibular da UFRGS, o qual termina nesta quarta, momento que
escrevo.
Registro
atentamente a maratona dos estudantes, dos professores e, sobretudo dos pais. Claro,
estando no contexto a atenção é triplicada.
Voltei mais de vinte
anos nestes quatro dias. A sensação e o ambiente, apesar de ter esquecido,
permanecem com a áurea intacta, onde todos correm para os seus lados, visando
seus objetivos e tentando acertar o seu
caminho,
Todos os sentimentos
indicam para o mesmo lado: aprovação no vestibular mais concorrido do estado. A
seleção é complexa e desgastante, onde somente aqueles que conseguirem a
conversão entre o saber, o interpretar e o manter a cabeça arejada poderão
competir de forma a alcançar o objetivo final.
Por tais razões, a
falta de qualquer um dos requisitos acima, na visão de alguém que entende
absolutamente nada, no caso eu, porém que lança o que enxerga, comprometerá o
resultado final, consolidando o entendimento de que não basta somente estudar,
tem que saber entender o que esta sendo questionado e, especialmente manter o
aspecto psicológico adequado a realizar tudo isso.
Enfim, é um “trabalho”
indicado para jovens, que na maioria das vezes começam com este ato a girar o
trinco da porta que os levará para todos os contornos e para um caminho outrora
sonhado.
Uma constatação é
evidente: a “batalha” traduz uma provação, talvez a maior deles no aspecto, que
indica e baliza a ação de todos a partir de então.
NO FIM
No intervalo entre
tudo busquei assistir alguns filmes. Consegui ver A Pele que Habito do Almodóvar e O Garoto da Bicicleta, uma
produção conjunta da França e Bélgica. Gostei do primeiro, achando o segundo
interessante, evitando com isso de fazer maiores ilações ao estilo “Martha
Medeiros”, o que acho descartável.
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