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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


INFIDELIDADE

              A psicóloga francesa Maryse Vaillant está fazendo o maio sucesso com o lançamento do livro Os homens, o amor, a fidelidade, que trata essencialmente da infidelidade masculina.
              A obra sugere que a infidelidade masculina é boa para a relação. A escritora sugere que as mulheres podem ter uma experiência “libertadora”, se aceitarem que os pactos de fidelidade não são naturais, mas culturais. Segue a francesa dizendo que os homens traem porque isso é necessário para o seu funcionamento psíquico, mas nem por isso deixam de amar suas mulheres. Conclui a escritora, que desconfia que os homens que não têm “casos extras” podem ter “uma fraqueza de caráter”.
              Se o entendimento surgisse de uma mesa de bar ou mesmo em qualquer discussão sem responsabilidades maiores, seria, pode-se dizer, quase natural. Agora, o debate nasce do seio acadêmico, onde intelectuais são trazidos para discussão, a partir do entendimento de uma mulher, ou melhor, de uma respeitada psicóloga. E agora?
              A tese poderá ser sustentada para a justificação de qualquer ação masculina, pois, segundo a escritora a ação é essencial para o funcionamento psíquico. É uma teoria e tanto!
              Agora, que não ocorra uma animação desenfreada, pois, naturalmente, na mesma esteira não demorará para ser lançado um livro, agora escrito por algum escritor qualquer, que dirá que a regra valerá igualmente para a mulher. E ai?
              Eu acho que a escritora é muito inteligente, nem tanto pela tese proposta, mas especialmente para alcançar o público masculino e tornar a obra um best seller.
              Sob o ângulo comercial é uma sacada. Claro, não deve ser desprezado que a escritora traz sua tese para uma reflexão aprofundada e a torna mundialmente conhecida, se expondo proporcionalmente. Agora, é uma tese e deve ser absorvida como tal. Já sob o aspecto econômico é evidente o ganho, considerando especialmente em face do assunto proposto.
              No mais, que todos tirem as suas conclusões, mas que não olvidem as razões lançadas pela escritora francesa.

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