INFIDELIDADE
A
psicóloga francesa Maryse Vaillant está fazendo o maio sucesso com o lançamento
do livro Os homens, o amor, a fidelidade,
que trata essencialmente da infidelidade masculina.
A
obra sugere que a infidelidade masculina é boa para a relação. A escritora
sugere que as mulheres podem ter uma experiência “libertadora”, se aceitarem
que os pactos de fidelidade não são naturais, mas culturais. Segue a francesa
dizendo que os homens traem porque isso é necessário para o seu funcionamento psíquico,
mas nem por isso deixam de amar suas mulheres. Conclui a escritora, que
desconfia que os homens que não têm “casos extras” podem ter “uma fraqueza de
caráter”.
Se
o entendimento surgisse de uma mesa de bar ou mesmo em qualquer discussão sem
responsabilidades maiores, seria, pode-se dizer, quase natural. Agora, o debate
nasce do seio acadêmico, onde intelectuais são trazidos para discussão, a
partir do entendimento de uma mulher, ou melhor, de uma respeitada psicóloga. E
agora?
A
tese poderá ser sustentada para a justificação de qualquer ação masculina,
pois, segundo a escritora a ação é essencial para o funcionamento psíquico. É
uma teoria e tanto!
Agora,
que não ocorra uma animação desenfreada, pois, naturalmente, na mesma esteira
não demorará para ser lançado um livro, agora escrito por algum escritor
qualquer, que dirá que a regra valerá igualmente para a mulher. E ai?
Eu
acho que a escritora é muito inteligente, nem tanto pela tese proposta, mas
especialmente para alcançar o público masculino e tornar a obra um best seller.
Sob
o ângulo comercial é uma sacada. Claro, não deve ser desprezado que a escritora
traz sua tese para uma reflexão aprofundada e a torna mundialmente conhecida,
se expondo proporcionalmente. Agora, é uma tese e deve ser absorvida como tal.
Já sob o aspecto econômico é evidente o ganho, considerando especialmente em
face do assunto proposto.
No
mais, que todos tirem as suas conclusões, mas que não olvidem as razões
lançadas pela escritora francesa.
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