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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

QUALIDADE




 

                            Nestes dias em que o sol e a chuva se cruzam como nunca ou como somente o fazem na estação; também em período dos conflitos gastronômicos e etílicos, através de pequenas inserções na literatura, permaneci por tempo razoável pensando no ensino, sua forma e sistema.

                            Os mais experientes sempre lembram do finado “exame de admissão”, que nada mais traduzia senão a passagem de um estágio ao outro da grade curricular. Após, a partilha deu-se em primeiro e segundo grau. Agora temos ensino fundamental e médio, com a repartição em anos e não mais em séries.

                            Certo. Mas qual a exata intenção dessa singela reforma no sistema? Obviamente a visão é para e refletir a evolução. Que tudo seja adaptado aos tempos. Assim, tenho uma pergunta? O que efetivamente altera sob o aspecto educacional?

                            Nada, digo eu. A essência não foi enfrentada.

                            Enquanto todos nós permanecermos na imitação como forma de aprendizado nada será alterado. Já pensaram, como bem lembrou Robert Pirsig, por que as crianças antes de entrar na escola não têm o hábito da imitação e por que esta (a imitação) somente se manifesta quando entram na escola?

                            Enquanto restar fomentada a imitação em detrimento da criatividade de nada adiantará trocar o clássico pelas séries e estas pelos anos, porque tudo continuará na mesma sequência, ou seja, tudo igual.

                            Então vamos mudar o ensino. Esqueci: temos primeiro que pagar os professores dignamente e, pasmem, em dia!

                            Sim, está tudo fora da ordem.

NO FIM

                            Qual é exatamente a saída?

 

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