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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

DIFICULDADES




 

                            Em época de chuvas de verão renascem dificuldades que não consigo superar. Uma delas é entrar no carro com o guarda-chuva aberto. Sempre na tentativa de fechá-lo, com a porta aberta e a água entrando por todos os lados as consequências são muitas. É tudo molhado: camisa, calça, banco, direção, tapete, óculos, sem contar que não se acha um lugar para fixar adequadamente o instrumento.

                            Têm situações piores, eu sei. Parar na faixa de segurança e ficar olhando pelo retrovisor o carro que se aproxima perigosamente e ao mesmo tempo você olha para frente e a pessoa acaba de iniciar a travessia. É praticamente o caos.

                            Outra é aquela em que dois carros atravessam a avenida um do lado do outro para que os motoristas possam revisar todos os assuntos que provavelmente irão influir na bolsa de valores ou, ao menos, determinar o aumento da taxa de emprego.

                            Ah, não posso esquecer os que transitam exatamente a 2km/h do lado direito da pista. Esses são impagáveis.

                            Agora, superar os motoristas que se deslocam milimetricamente no meio das duas pistas, não dando qualquer chance de ultrapassagem por qualquer dos lados, é o ápice da loucura.

                            Somando todos esses fatores e quando percebo aos domingos que o congestionamento da sinaleira da Avenida Afonso Pena chega perto da quadra do hospital, definitivamente operam-se pequenos milagres (um conceito cristão para relaxar) pelo baixo número de acidentes. Ponto positivo!

                            Amigos e amigas, o melhor mesmo é a chuvinha no final do dia, especialmente num domingo, quando tudo é alimentado pelo guarda-chuva e o ingresso no veículo. Nada vai nos separar.

NO FIM

                            Venho homenageando Hemingway desde o início do verão, com Mojito preparado e hortelã da nossa horta.

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