Eles voltaram: o medíocre,
o covarde e o ventríloquo, só que agora reunidos na mesma sala.
O medíocre, que
também é covarde por ser medíocre, se associa com o covarde, que igualmente é também
medíocre por ser covarde.
Já o ventríloquo,
que possui ambas as características, além de querer somente aparecer.
Pois todos reunidos,
numa legítima sopa do que não se deve comer. O medíocre, que também é covarde,
se manifesta e se esconde ao mesmo tempo, porque, exatamente por seus “requisitos”
é o legítimo “bobo alegre”, aquele que acha que agrada a todos, enquanto lança
mão de piadas, trocadilhos, sem, no entanto, aparecer claramente, porque se
assim o fizesse teria que mostrar sua cara, publicamente, para fazer todos ver,
o que todo mundo sabe, mas que ele, o medíocre/covarde, desconhece.
Já o covarde, que
também é medíocre, não tem todo o desprezo do outro. Ele é primeiro covarde, o
que o torna um pouco melhor. Também é deverás irônico, disfarçado e
oportunista. Porém, suas atitudes não mantém harmonicamente a carga nefasta do
primeiro, o que, ao final, também não o descaracteriza, mas o torna sim
igualmente pobre.
O ventríloquo, que é
idêntico aos outros dois só em voltagem inferior, é aquele que “aparece na foto”.
Não importa o motivo, mas a foto deve sair.
Juntos, numa salutar
conversar sobre um conteúdo somente explorável por deploráveis chegam a uma
incrível conclusão: o covarde acha o medíocre realmente medíocre; já o medíocre
acha o covarde realmente covarde e o ventríloquo entende que o mais importante
ao final é que todos façam “cara e pose”
para o retrato, pois, agora ao final mesmo, do que importa ser melhor se o que
vale é manter suas características.
NO FIM
A virtude de se
apresentar é para muito poucos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário