Sim,
conversava com um querido amigo, historiador respeitado, Nei Godinho, sobre o
momento que estamos ultrapassando, onde fui alertado: o tiro que o Carlos
Lacerda recebeu, atribuído ao mando de Getúlio Vargas, não passou de uma farsa?
De um autoflagelo? Sim, o tiro
aconteceu, mas que foi o protagonista? O próprio Lacerda?
Com isso,
pensando durante a semana, imaginei “quantos tiros foram disparados” no dia
16.03.2016? Voltei, voltei e parei na época em que nada era permitido (ou
tudo), à exceção para quem praticasse barbáries institucionalizadas. Voltei ao
momento que a democracia sofreu o seu mais duro golpe.
Suspensão
de direitos políticos; cassação de mandatos de deputados e vereadores;
proibição de manifestações populares de cunho político; suspensão do direito ao
habeas corpus; censura prévia aos meios de comunicação, etc., etc.
Retornei
ao presente. Pensei nas lições que ficaram do período de exceção e algumas
constatações emergiram naturalmente. A primeira é que devemos prezar sobre
qualquer condição pelo Estado de Direito, pois sem tal respeito e com tal fragilidade,
abre espaço para que a mínima infecção penetre neste doente país. Também, que a
prudência e em especial o respeito às leis, ao princípio da legalidade, às
autoridades e a nossa Constituição, preponderem contra qualquer ato,
independente de onde vierem.
Não há
mocinhos ou bandidos nesta história. Há o povo brasileiro, que clama pela
sobrevivência e isso não pode ser anulado, nem por um governo fraco, nem por
uma oposição mais fraca ainda.
Portanto,
respeito e prudência, pois, mesmo que já dito pelo poeta: “o passado é uma
roupa que já não nos serve mais”, não podemos esquecer que ele existiu.
NO FIM
Viva o
Brasil!
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