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terça-feira, 22 de março de 2016

O DIA QUE O PASSADO VOLTOU



 

                                      Sim, conversava com um querido amigo, historiador respeitado, Nei Godinho, sobre o momento que estamos ultrapassando, onde fui alertado: o tiro que o Carlos Lacerda recebeu, atribuído ao mando de Getúlio Vargas, não passou de uma farsa? De um autoflagelo?  Sim, o tiro aconteceu, mas que foi o protagonista? O próprio Lacerda?

                                      Com isso, pensando durante a semana, imaginei “quantos tiros foram disparados” no dia 16.03.2016? Voltei, voltei e parei na época em que nada era permitido (ou tudo), à exceção para quem praticasse barbáries institucionalizadas. Voltei ao momento que a democracia sofreu o seu mais duro golpe.

                                      Suspensão de direitos políticos; cassação de mandatos de deputados e vereadores; proibição de manifestações populares de cunho político; suspensão do direito ao habeas corpus; censura prévia aos meios de comunicação, etc., etc.

                                      Retornei ao presente. Pensei nas lições que ficaram do período de exceção e algumas constatações emergiram naturalmente. A primeira é que devemos prezar sobre qualquer condição pelo Estado de Direito, pois sem tal respeito e com tal fragilidade, abre espaço para que a mínima infecção penetre neste doente país. Também, que a prudência e em especial o respeito às leis, ao princípio da legalidade, às autoridades e a nossa Constituição, preponderem contra qualquer ato, independente de onde vierem.

                                      Não há mocinhos ou bandidos nesta história. Há o povo brasileiro, que clama pela sobrevivência e isso não pode ser anulado, nem por um governo fraco, nem por uma oposição mais fraca ainda.

                                      Portanto, respeito e prudência, pois, mesmo que já dito pelo poeta: “o passado é uma roupa que já não nos serve mais”, não podemos esquecer que ele existiu.

NO FIM

                                      Viva o Brasil!

 

 

 

 

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