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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O CONTO DO BILHETE


 

 
                                      O conto é, de tão antigo, tão atual.

                                      As facetas que alimentam esta forma de estelionato se apresentam de muitas maneiras, até mesmo no bilhete premiado. Tudo regado pela ganância e pela busca do “dinheiro fácil”.

                                     Mas o conto do bilhete não se resume a tal forma. Vejam vocês que diariamente nos jornais ou na mídia em geral os “contos” são recorrentes, ou alguém ainda acredita em Papai Noel?

                                      A pergunta que não cala: como alguém ainda pode cair na conversa do estelionatário? Simples. Não é a conversa tão somente que comanda a reação. O que leva às pessoas a seguirem em caminho sabidamente movediço é unicamente “levar alguma vantagem”.

                                      Vamos aqui combinar que é inverossímil alguém acreditar que “venderá” algo premiado ou que você deverá “adiantar” um valor para receber outro maior.

                                      Mas, como sabido, acontece todos os dias em todos os lugares. E por quê? Porque o ser humano é ganancioso e vê no atalho e na facilidade do falso lucro obter vantagem.

                                      Como dito, o “bilhete” (lembrei-me do Rui agora, o “biete”) é o menor problema. O grande desencontro são as pessoas. É tudo aquilo que é dito, discutido, fixado, porém na prática a ação é furar a fila, estacionar na vaga especial, reservada, sonegar, explorar, isso é o maior dos contos do bilhete, essa é a natureza.

                                      O que impressiona é o caráter sistêmico da artimanha. A forma utilizada, os meios empregados e a participação na missa dominical.

 

NO FIM

                                      Prefiro os dados.

 

 

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