O conto é,
de tão antigo, tão atual.
As facetas
que alimentam esta forma de estelionato se apresentam de muitas maneiras, até
mesmo no bilhete premiado. Tudo regado pela ganância e pela busca do “dinheiro
fácil”.
Mas
o conto do bilhete não se resume a tal forma. Vejam vocês que diariamente nos
jornais ou na mídia em geral os “contos” são recorrentes, ou alguém ainda
acredita em Papai Noel?
A pergunta
que não cala: como alguém ainda pode cair na conversa do estelionatário?
Simples. Não é a conversa tão somente que comanda a reação. O que leva às
pessoas a seguirem em caminho sabidamente movediço é unicamente “levar alguma
vantagem”.
Vamos aqui
combinar que é inverossímil alguém acreditar que “venderá” algo premiado ou que
você deverá “adiantar” um valor para receber outro maior.
Mas, como
sabido, acontece todos os dias em todos os lugares. E por quê? Porque o ser
humano é ganancioso e vê no atalho e na facilidade do falso lucro obter
vantagem.
Como dito,
o “bilhete” (lembrei-me do Rui agora, o “biete”) é o menor problema. O grande
desencontro são as pessoas. É tudo aquilo que é dito, discutido, fixado, porém
na prática a ação é furar a fila, estacionar na vaga especial, reservada,
sonegar, explorar, isso é o maior dos contos do bilhete, essa é a natureza.
O que
impressiona é o caráter sistêmico da artimanha. A forma utilizada, os meios
empregados e a participação na missa dominical.
NO FIM
Prefiro os
dados.
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