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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

NATUREZA, LIVRE E SUCO



 

                            Revi dois filmes: Na Natureza Selvagem e Livre, mesmo que este último com pequenos espasmos do sono, porém atualizado pontualmente pela Débora.

                            Filmes é como livros, a cada nova inserção algo se revela. O Poderoso Chefão, por exemplo, acho que já vi – todos – mais de vinte vezes e ainda enxergo algo que passou sem a devida percepção. Claro, pode ser a idade ou a falta de algo, como “espaço intracraniano”, mas sempre acontece.

                            Voltando, a busca do encontro e da administração dos conflitos que teimam em nos visitar recorrentemente é bem clara em ambos, com a conotação decisiva da participação familiar ou de seu histórico como pano de fundo.

                            Somos aquilo que vivemos. Nosso patrimônio interno é o resultado de tudo: do amor, da dor, da ação, do repouso, das vitórias, das derrotas, dos conflitos, enfim de tudo mesmo, que é liquidificado e o suco, que ao final é quem somos, ainda provavelmente precise ser passado por um filtro. E neste pode represar muitos “resíduos” que ao fim não são resíduos, mas exatamente a essência que ainda não conseguimos administrar.

                            Alguns passam a vida na dúvida entre o que ficou retido no filtro e o suco extraído. Tudo pode ser verdadeiro, até mesmo a soma de ambos, mas a consequência nunca poderá ser atribuída à peneira.

                            Os caminhos são a busca e a busca é você.

NO FIM

                            Sempre preferi o de laranja, apesar de não ter tanta certeza.

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