Um dos primeiros
poemas que tive interesse foi O Mapa
de Mário Quintana. Aliás, também foi um dos primeiros que procurei entender e
até decorar. Se hoje a memória teima em trair-me, à época tinha ainda bons
espaços disponíveis.
Este rico material
de nosso maior poeta conduz a exatamente outro. A uma das frases emblemáticas e
que nunca pereceu: “Quem disse que eu me
mudei? Não importa que a tenham demolido: A gente continua morando na velha
casa em que nasceu”.
Portanto, meus
amigos, seguindo quem deve ser seguido, a velha casa é a nossa morada. O mapa
não passa de folha levada no vento da madrugada.
GENTE
Dentro do mapa
também está localizada a parte de qualquer forma desfavorecida. Quer seja sob o
âmbito intelectual, moral, econômico ou de caráter.
Com isso não se tem
mais nada. Somente e talvez o instinto, como o velho de Hemingway,
em sua luta com o mar.
Navegamos todos e a
bússola nem sempre conduz aos pontos desejados. Aqueles, os realmente piores,
não conseguem manter a linha que divide efetivamente o que merece ser
considerado: a vida.
NO
FIM
O nada em tudo pode
ser absolutamente o tudo em virtude do nada.
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