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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O MAPA




 

                            Um dos primeiros poemas que tive interesse foi O Mapa de Mário Quintana. Aliás, também foi um dos primeiros que procurei entender e até decorar. Se hoje a memória teima em trair-me, à época tinha ainda bons espaços disponíveis.

 

                            Este rico material de nosso maior poeta conduz a exatamente outro. A uma das frases emblemáticas e que nunca pereceu: “Quem disse que eu me mudei? Não importa que a tenham demolido: A gente continua morando na velha casa em que nasceu”.  

 

                            Portanto, meus amigos, seguindo quem deve ser seguido, a velha casa é a nossa morada. O mapa não passa de folha levada no vento da madrugada.

 

GENTE

 

                            Dentro do mapa também está localizada a parte de qualquer forma desfavorecida. Quer seja sob o âmbito intelectual, moral, econômico ou de caráter.

 

                            Com isso não se tem mais nada. Somente e talvez o instinto, como o velho de Hemingway, em sua luta com o mar.

 

                            Navegamos todos e a bússola nem sempre conduz aos pontos desejados. Aqueles, os realmente piores, não conseguem manter a linha que divide efetivamente o que merece ser considerado: a vida.

 

NO FIM

 

                            O nada em tudo pode ser absolutamente o tudo em virtude do nada.

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