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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

FALEI QUASE TUDO




 

                            Em idas e vindas todo o cuidado é pouco. A preocupação maior, disse um sábio, deve ser quando se deve (ou não) baixar os faróis.

 

                            Na lição, Einstein, contrapondo Newton, afirmou: a diferença entre passado, presente e futuro é apenas uma persistente ilusão…”. Ou seja, o passado foi presente que foi futuro que um dia se tornou passado. Nossa!

 

                            Sabemos que para os físicos a repartição do tempo não existe. Aliás, considerando a velocidade da luz como “ponto zero”, qualquer ação em movimento faz com que o tempo passe mais devagar, mesmo que tal constatação seja tão ínfima que pareça ilusória também.

 

                            Portanto, se bem entendi, a velocidade imprimida, além de retirar o “tempo do tempo” levará a “ganhar tempo” sobre o tempo biológico da inércia. Agora sim, me perdi!

 

                            O fato é que, diante disso, efetivamente não haverá o tempo e, portanto, a tripartição entre passado, presente e futuro. Tudo não passa, ao final, da grande dita ilusão.

 

                            De tais premissas, chego a uma conclusão e um encaminhamento: se a inércia leva a “perder tempo”, precisamos nos mexer; e encaminho a questão para aqueles que, de alguma forma, lutam para justificar que o ócio traz o ganho. Digo, somente, e acalmem-se, quanto ao tempo. Porque sei que poucas coisas são mais prazerosas que uma rede na varanda.

 

                            Mas tudo vale pouco, pois o foco são os faróis baixos na encruzilhada. Quando usá-los?

 

NO FIM

 

                            Não tenho mais tempo, mas tenho muito tempo.

 

                             

 

                           

 

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