Disse Nietzsche: “Quem alcançou em alguma medida a liberdade
da razão, não pode se sentir mais que um andarilho sobre a terra – e não um
viajante que se dirige a uma meta final: pois esta não existe”.
Quantas vezes fomos andarilhos de nós mesmos; errantes do
deserto, conhecedores de noites e dias ruins! Quantos de nós se desprendeu da
meta, do objetivo, do pragmatismo, ou mesmo do ponto de chegada!
Muitos,
por certo, nesta ordem, fizeram como o poeta, disse Fernando Pessoa, que não
passa de um fingidor, que finge tão
completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente.
O andarilho é um
poeta. É aquele que caminha para o nada em busca do tudo. É sim e também aquele
que na dor persegue entreter a razão.
BAR
52
Ainda não fui, mas
já senti o clima. Ambiente, música, bebidas e também comida de altíssima
qualidade. Estou ansioso para conhecer o Bar 52, do meu amigo Álvaro.
Lembrei que talvez
possa voltar os ares, apesar das épocas diferentes, do antigo Kandeeiro (com “k”
mesmo, ao que lembro), embaixo do Clube Comercial; do Água Viva, em cima da atual
loja Por Menos, ou mesmo de anteriores e posteriores que fizeram a noite
lagoense brilhar sobre a áurea boêmia; sobre os cantos que encharcaram mágoas,
alegrias, vidas. Sobre doses que alimentaram a paixão, sobre tudo aquilo que
somente um bar, uma mesa e um balcão de bar poderá responder.
Parabéns ao Álvaro,
esposa e colaboradores.
A DOR LIDA
Começo e termino com
Pessoa, para que na dor lida sentem bem. Não há escalas. Existe sim razão
e algumas vezes até coração.
NO
FIM
Para você eu tiro o
meu chapéu.
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