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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ANDARILHO




 

                            Disse Nietzsche: “Quem alcançou em alguma medida a liberdade da razão, não pode se sentir mais que um andarilho sobre a terra – e não um viajante que se dirige a uma meta final: pois esta não existe”.

 

                            Quantas vezes fomos andarilhos de nós mesmos; errantes do deserto, conhecedores de noites e dias ruins! Quantos de nós se desprendeu da meta, do objetivo, do pragmatismo, ou mesmo do ponto de chegada!

 

                            Muitos, por certo, nesta ordem, fizeram como o poeta, disse Fernando Pessoa, que não passa de um fingidor, que finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente.

 

                            O andarilho é um poeta. É aquele que caminha para o nada em busca do tudo. É sim e também aquele que na dor persegue entreter a razão.

 

BAR 52

 

                            Ainda não fui, mas já senti o clima. Ambiente, música, bebidas e também comida de altíssima qualidade. Estou ansioso para conhecer o Bar 52, do meu amigo Álvaro.

 

                            Lembrei que talvez possa voltar os ares, apesar das épocas diferentes, do antigo Kandeeiro (com “k” mesmo, ao que lembro), embaixo do Clube Comercial; do Água Viva, em cima da atual loja Por Menos, ou mesmo de anteriores e posteriores que fizeram a noite lagoense brilhar sobre a áurea boêmia; sobre os cantos que encharcaram mágoas, alegrias, vidas. Sobre doses que alimentaram a paixão, sobre tudo aquilo que somente um bar, uma mesa e um balcão de bar poderá responder.

 

                            Parabéns ao Álvaro, esposa e colaboradores.

 A DOR LIDA

 

                            Começo e termino com Pessoa, para que na dor lida sentem bem. Não há escalas. Existe sim razão e algumas vezes até coração.

 

NO FIM

 

                            Para você eu tiro o meu chapéu.

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