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quinta-feira, 16 de abril de 2015

VEIAS ABERTAS




 

                            O título da obra de maior repercussão de Eduardo Galeano, falecido na última segunda-feira, encaixa perfeitamente com o momento atual, não no conteúdo - talvez, também -, mas o título em si é o indicador.

 

                            Analisando com os olhos que enxergam já há quarenta e quatro anos, tendo participado de aulas de OSPB, de educação moral e cívica e, já na faculdade, de EPB (provavelmente os jovens nem saibam do que se trata); tendo experimentado castigos impostos por uma educação (externa) também militar; tendo jogado bolita, taco, e tendo, sobretudo, sido fruto de um período nefasto e de transição, vejo, especificamente e empiricamente, a superficialidade das inserções recorrentes, gradativas e infelizes de pseudo (s) formadores de opinião.

 

                            Vejam que exatamente os que têm os mesmos perfis e, portanto, iguais no raciocínio e por isso os unem, escandalizam com propostas requentadas, esdrúxulas, que sugerem a “solução mágica” para os problemas enraizados.

 

                            Agora volta à discussão a maioridade penal! Novamente os “formadores de opinião” voltam a atacar! São pródigos nisso. De tempos em tempos eles aparecem, com a certeza de que levarão (e levam) consigo uma importante gama da população, a qual, na verdade, cansada do descaso, abraça a ideia, sem ao final entender especificamente o que esta acontecendo, o que volta a acontecer ou as consequências.

 

                            São os mesmos que acham a que a solução é a pena de morte, a ditadura, a volta dos militares, etc., são sempre os mesmos, os que trazem “soluções” finais para questões de altíssima indagação jurídica, moral e, principalmente, social.

 

 

                            Cuidado, você pode estar conversando com alguém do teu lado que tem saudade das câmaras de gás; dos choques e dizem com pulmões cheios que prender, encarcerar num depósito é sim a grande saída.

 

                            As veias talvez não estejam mais tão abertas.

 

NO FIM

 

                            Aqui jaz mais um desanimado.

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