O título da obra de
maior repercussão de Eduardo Galeano, falecido na última segunda-feira, encaixa
perfeitamente com o momento atual, não no conteúdo - talvez, também -, mas o
título em si é o indicador.
Analisando com os
olhos que enxergam já há quarenta e quatro anos, tendo participado de aulas de
OSPB, de educação moral e cívica e, já na faculdade, de EPB (provavelmente os
jovens nem saibam do que se trata); tendo experimentado castigos impostos por
uma educação (externa) também militar; tendo jogado bolita, taco, e tendo,
sobretudo, sido fruto de um período nefasto e de transição, vejo,
especificamente e empiricamente, a superficialidade das inserções recorrentes,
gradativas e infelizes de pseudo (s) formadores de opinião.
Vejam que exatamente
os que têm os mesmos perfis e, portanto, iguais no raciocínio e por isso os
unem, escandalizam com propostas requentadas, esdrúxulas, que sugerem a “solução
mágica” para os problemas enraizados.
Agora
volta à discussão a maioridade penal! Novamente os “formadores de opinião”
voltam a atacar! São pródigos nisso. De tempos em tempos eles aparecem, com a
certeza de que levarão (e levam) consigo uma importante gama da população, a
qual, na verdade, cansada do descaso, abraça a ideia, sem ao final entender
especificamente o que esta acontecendo, o que volta a acontecer ou as consequências.
São os mesmos que
acham a que a solução é a pena de morte, a ditadura, a volta dos militares,
etc., são sempre os mesmos, os que trazem “soluções” finais para questões de
altíssima indagação jurídica, moral e, principalmente, social.
Cuidado, você pode
estar conversando com alguém do teu lado que tem saudade das câmaras de gás;
dos choques e dizem com pulmões cheios que prender, encarcerar num depósito é
sim a grande saída.
As veias talvez não
estejam mais tão abertas.
NO
FIM
Aqui jaz mais um
desanimado.
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