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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O TUDO E O NADA




 

                            Hoje quero compartilhar amenidades. Quero ser o mais simples possível, porque para o rebuscado (ou tentativa de) estou sem paciência. Melhor, quero ser o mais simplório, sintético e conciso, para que, ao final, a complexidade floresça. Oh vida, da qual tanto se espera e da qual muito desespera. E tal sentimento, na sua esmagadora maioria, não passa de algo fútil, inútil e despropositado. Mas, é assim que tudo se apresenta. E, por isso, é tudo ou é nada.

 

                            Estava refletindo sobre isso e sobre uma passagem na vida de Chaplin, o inventor do “Carlitos”, quando seu personagem era utilizado como parâmetro para recrutar imitadores, em casas de shows, circos, etc., e o próprio Chaplin, também por curiosidade, se inscreveu num desses concursos. Foi desclassificado peremptoriamente, porque os jurados entenderam que a imitação dele era ridícula! Ou seja, ele não foi classificado imitando a si próprio!

 

                            Quanta ironia nesta recusa. Eu, que nada mais sou do eu mesmo, quando tento mostrar que eu sou eu não sou aceito. Eu, portanto, definitivamente, não sou eu. Eu posso ser tudo, menos eu. Eu não consigo imitar a mim mesmo. Quem sou eu?

 

                            O que posso extrair? O simples fato de que não sou absolutamente nada mais do que um partícipe da grande massa por quem também os sinos poderão um dia dobrar. Talvez, como dito, eles dobrem por ti. Eles dobrem por mim, eles dobrem por nós.

 

                            Ou tudo isso seja uma grande roubada. As dobras simplesmente dizem aquilo que você não vê! Nossa, que espetáculo!

 

                            Hoje escrevo com muitas exclamações!!! Provavelmente estou com dificuldade de colocar o ponto certo. Mas, isso é exatamente a forma que leva tudo e todos a qualquer lugar. Não há parada, existem sim escolhas e consequências.

                           

                            Alegria que tudo não passa de pacatas e pouco úteis amenidades, como já foi dito.

 

NO FIM

 

                            Espero que eu nunca consiga imitar ninguém, especialmente a mim mesmo.

 

 

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