Estive
por alguns dias participando presencialmente das aulas do curso de mestrado que
frequento na Universidade de Roma ou na “La Sapienza”.
Sem
qualquer demérito ao ensino brasileiro, pelo contrário, a maneira europeia ou
precisamente italiana de conduzir os espaços acadêmicos é muito interessante.
Não há uma aula na forma conhecida aqui no Brasil, pelo menos conhecida por
mim. Há uma interação simbiótica entre a matéria em discussão (jurídica) com
outras afins, como filosofia, sociologia, antropologia, etc.
Aqui no
Brasil também acontece isso. Contudo, a inclusão e o enfrentamento da natureza
macro que abrange todos os modelos da academia tem ainda uma pitada de timidez.
Não acontece aqui, como acontece lá, o mergulho em águas profundas do
conhecimento simbiótico. Mas, como todos os pontos, haverá de podermos aqui
abranger pontualmente as questões que efetivamente interessam para o nosso fim,
sem perder tempo nas questões periféricas.
CULTURA
As
manifestações populares devem claro ter um foco e uma finalidade. O Brasil está
engatinhando também neste quesito, e igualmente ser querer ou ousar desmerecer
todos os movimentos ou manifestações, é importante que para eles seja dado uma
razão.
De nada
adianta ficar como um pião, destruindo patrimônios, evocando cânticos
seculares, sem que o objetivo final esteja definitivamente traçado e que tal
condição, sobretudo, indique o caminho que deverá ser o sentido de tudo.
Uma
forma, provavelmente, para quem tem a intenção de boicotar a Copa do Mundo é
não aceitar ser dispensado do trabalho no horário dos jogos e continuar
trabalhando. Outra forma poderia ser não participar de qualquer ato
correspondente aos jogos, sem violência e com objetivo definido, como, por
exemplo, deixar de comprar qualquer artigo correspondente.
Porém,
não é isso que se vê. O que está presente é a manifestação e a ação totalmente
contrária a razão pela qual a mesma manifestação teria sentido.
NO FIM
Assim,
não funciona.
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