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terça-feira, 8 de julho de 2014

OUTRA VEZ




 

                            Estive por alguns dias participando presencialmente das aulas do curso de mestrado que frequento na Universidade de Roma ou na “La Sapienza”.

 

                            Sem qualquer demérito ao ensino brasileiro, pelo contrário, a maneira europeia ou precisamente italiana de conduzir os espaços acadêmicos é muito interessante. Não há uma aula na forma conhecida aqui no Brasil, pelo menos conhecida por mim. Há uma interação simbiótica entre a matéria em discussão (jurídica) com outras afins, como filosofia, sociologia, antropologia, etc.

 

                            Aqui no Brasil também acontece isso. Contudo, a inclusão e o enfrentamento da natureza macro que abrange todos os modelos da academia tem ainda uma pitada de timidez. Não acontece aqui, como acontece lá, o mergulho em águas profundas do conhecimento simbiótico. Mas, como todos os pontos, haverá de podermos aqui abranger pontualmente as questões que efetivamente interessam para o nosso fim, sem perder tempo nas questões periféricas.

 

CULTURA

 

                            As manifestações populares devem claro ter um foco e uma finalidade. O Brasil está engatinhando também neste quesito, e igualmente ser querer ou ousar desmerecer todos os movimentos ou manifestações, é importante que para eles seja dado uma razão.

 

                            De nada adianta ficar como um pião, destruindo patrimônios, evocando cânticos seculares, sem que o objetivo final esteja definitivamente traçado e que tal condição, sobretudo, indique o caminho que deverá ser o sentido de tudo.

 

                            Uma forma, provavelmente, para quem tem a intenção de boicotar a Copa do Mundo é não aceitar ser dispensado do trabalho no horário dos jogos e continuar trabalhando. Outra forma poderia ser não participar de qualquer ato correspondente aos jogos, sem violência e com objetivo definido, como, por exemplo, deixar de comprar qualquer artigo correspondente.

 

                            Porém, não é isso que se vê. O que está presente é a manifestação e a ação totalmente contrária a razão pela qual a mesma manifestação teria sentido.

 

NO FIM

 

                            Assim, não funciona.

 

 

 

 

 

 

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