Seguidamente
mantenho um diálogo com Victôrrugô, porém ultimamente estamos nos encontrando
muito seguido, o que é bom, mas também, por vezes, é ruim.
Os
nossos encontros geralmente são muito intensos, sempre regados pela
profundidade do debate que introduz o ser humano em águas profundas. Não
deixamos de enfrentar o embate, mesmo eu sabendo que tenho muitas desvantagens.
A última
conversa foi sobre estas tais “redes sociais”, que, como sustenta Victôrrugô,
de rede mesmo só tem a malha, umas mais finas que as outras, deixando presa
todas as espécies, das intelectualizadas as de luzes pouco intensas.
Perguntei
o motivo da roda girar nesta velocidade. Ele me afirmou que nas “redes sociais”
a roda não gira, ela disfarça com tanta propriedade e eficiência que tudo no
final fica parado.
Como não
entendi muito bem, fiz outra indagação: por que o ser humano, que persegue a
velocidade por natureza, se concentra em algo que não sai do lugar?
Como
resposta, baseado num misto de superioridade e desdém, ele disse: você ainda
tem muito a aprender! Não se trata, alertou com convicção, de velocidade ou
natureza, mas da simples capacidade da reiterada busca que o ser - dito por
vezes humano, tem de comprometer a si próprio, de complicar um caminho e, ao
final, de pavimentar sua própria desgraça.
Quanto
achei que estava entendendo, ele definiu: não esqueças, quando falo, abranjo
todos, sem exceção. Por isso, não deixe inclusive de visitar os espelhos,
reiteradamente.
As tais
“redes sociais”, já há muito em destaque, ao final nunca ultrapassaram o limite
da solidão e o misto entre esta, o desespero, a inveja e a falta da verdade.
Fiquei
novamente sem resposta.
NO FIM
Ainda
conversaremos muito sobre tudo isso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário